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07/10/2026

Eleições 2026

Mato Grosso deixa as diferenças de lado e fecha fileiras por Flávio

A eleição acabou. Pelo menos aquela que dividia Mato Grosso entre Pivetta e Wellington.

Agora é outra história.

E talvez uma das cenas mais interessantes do pós-eleição esteja justamente aí: adversários que passaram meses trocando críticas, disputando espaço e tentando convencer o eleitor de que o outro era o melhor ou o pior caminho para Mato Grosso agora apertam as mãos e caminham para o mesmo lado.

Pivetta venceu.

Wellington perdeu a disputa pelo Governo do Estado.

Natasha ficou pelo caminho.

Mas a política continua.

E, quando o assunto é o segundo turno presidencial, Mato Grosso parece disposto a mostrar que sabe separar uma disputa da outra.

Otaviano Pivetta, reeleito governador com uma votação expressiva, decidiu colocar o resultado da eleição estadual no devido lugar e se juntar ao PL para trabalhar pela eleição de Flávio Bolsonaro. A aproximação reúne também outras forças que estiveram em lados diferentes durante a campanha estadual.

E aqui está o ponto que merece ser observado.

Política não pode ser apenas sobre ganhar ou perder uma eleição. Política também é saber o que fazer depois dela.

Pivetta ganhou. Portanto, poderia simplesmente cruzar os braços, comemorar a vitória e deixar o segundo turno presidencial para os outros.

Não fez isso.

Preferiu olhar para um projeto maior.

Do outro lado, os derrotados na eleição estadual também parecem entender que a eleição terminou. Wellington Fagundes, que foi o principal nome do bolsonarismo na disputa pelo Governo de Mato Grosso, agora pode caminhar ao lado daquele que derrotou nas urnas.

Isso não é contradição.

É política.

E talvez seja justamente essa a maturidade que muita gente cobra dos políticos, mas nem sempre está disposta a reconhecer quando acontece.

O interesse de Mato Grosso acima da disputa estadual

Mato Grosso não é um estado qualquer.

É um dos principais motores do agronegócio brasileiro. É um estado onde a produção de soja, milho, algodão e proteína animal conversa diariamente com Brasília, com decisões sobre infraestrutura, logística, crédito, impostos, meio ambiente e segurança.

Por isso, o segundo turno presidencial ganha um peso ainda maior por aqui.

E não é segredo que Mato Grosso é um dos maiores redutos bolsonaristas do país. No primeiro turno de 2026, o estado novamente demonstrou essa força eleitoral de direita.

Agora, com as principais forças políticas estaduais caminhando juntas, a tendência é que essa máquina política seja colocada para funcionar.

Pivetta tem uma estrutura.

O PL tem outra.

Wellington tem sua história e sua base.

Mauro Mendes tem força política própria.

José Medeiros chega eleito ao Senado.

E, quando essas peças se movimentam na mesma direção, o tamanho do resultado pode ser muito maior do que o de uma candidatura isolada.

A conta agora é outra

Durante a eleição estadual, Pivetta e Wellington precisavam disputar o mesmo eleitor.

Agora, não precisam mais.

A eleição acabou.

A disputa pelo Palácio Paiaguás ficou para trás.

O que está em jogo agora é o Palácio do Planalto.

E é justamente aí que a matemática política muda.

Se cada grupo continuar trabalhando apenas com sua própria estrutura, Flávio Bolsonaro terá uma votação forte em Mato Grosso.

Mas se essas estruturas forem somadas, a história pode ser outra.

Mato Grosso pode entregar a Flávio uma vitória ainda maior no segundo turno.

E isso não seria apenas resultado de uma campanha presidencial.

Seria resultado da união de uma classe política que, depois de medir forças dentro de casa, resolveu juntar forças para uma disputa nacional.

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