A candidata Scheila Pedroso deixou claro qual é a sua posição política nesta eleição. Ela afirma respeitar o seu partido e toda a coligação, mas também confirmou que tem apoio declarado ao senador Wellington Fagundes, do PL, na disputa pelo Governo de Mato Grosso.
E, pelo que Scheila afirma, esse apoio não está apenas no discurso.
Segundo a candidata, seu principal líder político, o prefeito de Sinop Roberto Dorner, está à frente da organização e da construção da frente de trabalho de Wellington Fagundes no município. Sinop, uma das cidades mais importantes do Norte de Mato Grosso, naturalmente terá peso importante na campanha estadual.
Neste momento, porém, a prioridade do prefeito está voltada para as festividades do aniversário da cidade, que seguem até o dia 14. Depois disso, a expectativa é que a política ganhe mais força nas ruas, com mobilização, reuniões e a organização dos apoiadores de Wellington Fagundes.
Para Scheila, ter o apoio político de Roberto Dorner e também caminhar ao lado de Wellington é algo importante para seu projeto eleitoral.
A candidata afirma que terá orgulho de representar, como mulher, o povo do Norte de Mato Grosso e todo o Estado. Entre as bandeiras que pretende defender estão causas diretamente ligadas às mulheres e às famílias mato-grossenses.
A redução da violência contra a mulher aparece como uma das principais preocupações. Outro tema que Scheila pretende colocar no centro do debate é a habitação, defendendo políticas que possam facilitar o acesso das famílias à casa própria.
Na avaliação da candidata, essas pautas podem ganhar mais força caso Wellington Fagundes chegue ao Governo do Estado.
O argumento é político e estratégico: com Wellington no comando do Estado e Roberto Dorner mantendo sua força política em Sinop, haveria um alinhamento maior entre o município e o Governo de Mato Grosso, facilitando o diálogo e a busca por investimentos.
Esse cenário também ganha outro ingrediente importante: o alinhamento político de Wellington Fagundes com o projeto nacional do PL e com o grupo ligado a Flávio Bolsonaro em Mato Grosso.
No fim das contas, Scheila parece apostar em uma construção política baseada em alianças. Ela quer ocupar espaço como uma voz feminina, defender pautas sociais importantes e, ao mesmo tempo, caminhar ao lado de dois nomes que possuem peso político na região: Roberto Dorner e Wellington Fagundes.
A campanha ainda está começando a ganhar ritmo, mas uma coisa já está clara: depois do encerramento das festividades de Sinop, a política deve ocupar definitivamente as ruas da cidade.
E é aí que o jogo, como diz a coluna, pode começar a ficar mais bruto.
