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09/09/2026

Eleições 2026

DAVID MOURA: QUANDO O CAPITAL POLÍTICO NASCE DO TRABALHO

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Na política, existem aqueles que ocupam espaços e aqueles que constroem espaços. Existe uma diferença enorme entre ter um cargo e possuir liderança. E talvez seja justamente nesse ponto que o atual secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso, David Moura, começa a mostrar uma dimensão que ultrapassa os limites administrativos da Secel.

David chegou à vida pública carregando algo que nenhum decreto de nomeação é capaz de entregar: uma história construída no esporte, no relacionamento com as pessoas e na capacidade de agregar.

À frente da Secel, passou a ocupar uma das pastas com maior capilaridade social do Governo do Estado. Afinal, esporte e cultura chegam onde muitas vezes a política tradicional encontra dificuldades para chegar. A própria competência institucional da Secretaria envolve democratização, interiorização e desenvolvimento das atividades esportivas e culturais nos municípios mato-grossenses. 

É justamente dessa presença que nasce aquilo que, em política, vale muito: capital político.

Agora, em pleno processo eleitoral de 2026, David começa a colocar essa capacidade de articulação à prova. O movimento “Amigos do David Moura”, anunciado para esta quinta-feira, dia 11, é uma demonstração de que o secretário pretende reunir seu grupo político em torno dos projetos eleitorais que escolheu apoiar: Otaviano Pivetta para a reeleição ao Governo de Mato Grosso e Mauro Mendes para o Senado.

E aqui existe uma leitura política interessante.

David não precisa necessariamente fazer discursos inflamados para demonstrar força. Para quem pretende crescer politicamente, muitas vezes é mais importante mostrar capacidade de reunir pessoas do que simplesmente reunir votos para si próprio.

Política também é construção de confiança.

Quem consegue sentar à mesma mesa lideranças esportivas, representantes da cultura, dirigentes, empresários, amigos e pessoas espalhadas pelos municípios demonstra algo que partido nenhum consegue fabricar artificialmente: relacionamento.

E relacionamento, quando acompanhado de entrega administrativa, transforma-se em liderança.

É evidente que existe uma linha que precisa permanecer absolutamente clara. A função pública pertence ao Estado; a atividade político-eleitoral pertence ao cidadão e ao agente político dentro dos limites estabelecidos pela legislação. Em ano eleitoral, essa separação precisa ser ainda mais rigorosa, especialmente quanto ao uso de estrutura, recursos, publicidade ou meios institucionais do poder público. A própria Secel adotou medidas em 2026 relacionadas às restrições da legislação eleitoral e suspendeu notícias institucionais durante o período previsto pelas normas. 

Feita essa separação, há um fenômeno político legítimo a ser observado: lideranças públicas também possuem relações, grupos e capacidade pessoal de articulação política.

E David Moura parece ter compreendido isso.

Ao defender Pivetta e Mauro, ele não está apenas declarando preferência. Está colocando seu próprio capital político em campo. Se conseguir mobilizar uma parcela significativa das pessoas com quem construiu relacionamento ao longo dos últimos anos, deixa de ser simplesmente alguém que participa de um projeto político e passa a ser alguém capaz de entregar musculatura política ao projeto.

Essa diferença é enorme.

Principalmente porque 2026 não termina em 2026.

Toda eleição também desenha o tabuleiro seguinte. Quem demonstra liderança hoje inevitavelmente passa a ser observado amanhã. E, nesse jogo, David possui uma característica particularmente interessante: sua origem não está na política partidária tradicional, mas no esporte.

Talvez por isso consiga conversar com setores que muitas vezes não se enxergam dentro das estruturas políticas convencionais.

O evento do dia 11, portanto, pode ser visto por muito mais do que simplesmente uma reunião de amigos.

Será também um teste.

Um teste de mobilização, de liderança e, principalmente, do tamanho político que David Moura conseguiu construir enquanto esteve sob os holofotes de uma das áreas mais populares da administração estadual.

O é Jugo Bruto, e costumo dizer que resultado pesa mais que discurso.

David Moura já teve oportunidade de mostrar trabalho.

Agora mostra articulação.

E quando trabalho, relacionamento e capacidade de mobilização passam a caminhar juntos, surge algo que todo grupo político procura e poucos conseguem construir:

liderança própria.

E liderança própria, na política, nunca passa despercebida.

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