A justiça concedeu liberdade provisória, mediante pagamento de fiança, ao empresário Fábio Serafim de Oliveira, preso em flagrante pela suposta posse irregular de munições calibre .38.
A magistrada fixou fiança equivalente a dois salários mínimos, que poderá ser paga em duas parcelas. Também foram determinadas medidas cautelares, como comparecimento mensal em juízo, proibição de deixar a comarca por mais de oito dias sem autorização e obrigação de não se envolver em novos fatos criminosos.
Apesar da decisão, Fábio não será colocado em liberdade neste momento. Conforme o documento, ele continuará preso devido a um mandado de prisão preventiva expedido no processo de estupro de vulnerável.
A liberdade provisória concedida refere-se apenas ao flagrante relacionado às munições.
Tafnes Cavalheiro de Souza, de 19 anos, é a mulher que tirava fotos de crianças menores, até mesmo praticando atos sexuais nas vítimas, e mandava fotos e vídeos, além de aliciar as crianças para Fábio Serafim de Oliveira, empresário do ramo de combustíveis, que foi preso na operação deflagrada na manhã desta quinta em um posto de combustíveis às margens da BR-163.
Em seu interrogatório, Tafnes Cavalheiro de Souza confessou que realmente fez vídeos de conteúdo pornográfico envolvendo duas meninas e enviou as fotos e vídeos para Fábio, e que teria levado uma das crianças até Fábio, e que ele estuprou a menina, praticando atos libidinosos, como passar a língua na vagina da vítima.
Tafnes ainda disse que em alguns dos vídeos houve a participação do seu filho, de 1 ano, que teve reação com a sobrinha, de 4 anos, que deu balinhas e moedas e pediu para ver as partes íntimas da criança.
A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, por intermédio da Delegacia de Polícia de Sorriso, deflagrou, na manhã desta quarta-feira, operação policial para cumprimento de um mandado de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário no curso de investigação que apura, em tese, a prática dos crimes de estupro de vulnerável (art. 217-A do Código Penal) e dos delitos previstos nos artigos 240, 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), relacionados à produção, divulgação e armazenamento de material contendo exploração sexual infantojuvenil.
Também foi cumprido mandado de busca e apreensão em relação à esposa de Fábio, investigada por possível participação nos fatos. Em relação a ela, o Poder Judiciário decretou medidas cautelares diversas da prisão, que foram devidamente cumpridas.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais apreenderam diversas armas de fogo e munições, aparelhos celulares, computadores, mídias de armazenamento, chip de sistema de câmeras de segurança, fitas VHS e outros objetos que serão submetidos à perícia e analisados no decorrer da investigação.
A investigação teve início após a prisão de uma mulher suspeita de aliciar menores de idade e fornecer material audiovisual contendo exploração sexual infantil para satisfazer a lascívia de terceiros. A partir da extração dos dados do aparelho celular da investigada e de sua confissão, foi possível identificar o casal alvo da operação realizada nesta data.
As diligências permitiram reunir elementos que indicam, em tese, a existência de vídeos e fotografias envolvendo as vítimas menores de idade e o principal investigado, fatos que fundamentaram a representação pelas medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário.
A operação contou com a atuação de duas equipes da Polícia Civil de Sorriso, totalizando oito policiais civis e duas viaturas. Os trabalhos também receberam apoio de uma equipe da Secretaria Municipal de Segurança Pública de Sorriso, que empregou aeronave remotamente pilotada (drone) para monitoramento do perímetro, proporcionando maior segurança às equipes durante o cumprimento das ordens judiciais.
As investigações prosseguem para o completo esclarecimento dos fatos, identificação de eventuais coautores e responsabilização criminal de todos os envolvidos.
A Polícia Civil ressalta que as investigações tramitam sob sigilo, em razão da natureza dos crimes e da necessidade de preservação da identidade das vítimas menores de idade.
“Infelizmente, hoje a gente deflagrou essa operação, já havia uma investigação pela Delegacia da Mulher, e hoje a gente deflagrou, resultando de estupro de vulnerável, armazenamento de imagens de criança, adolescente, produção de imagens. E ele é um empresário aqui da cidade, do ramo de combustível. E, infelizmente, a gente teve esse caso, mas a gente, pelo menos, conseguiu a prisão dele.
Já foi decorrente de outra investigação, que teve uma prisão semana passada, ou retrasada, não me lembro, de uma suspeita, aí a gente conseguiu chegar a ele, e as investigações continuam. Doutor, a gente sabe que é delicado a forma de falar sobre esse assunto, explica pra gente como que funcionava, parece que pessoas agenciavam crianças pra esse homem. Sim, é isso mesmo.
