Judiciário

Justiça decreta prisão preventiva de policiais envolvido no ‘caso Nery’

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O juiz João Bosco Soares da Silva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, decretou a prisão preventiva dos quatro policiais militares, acusados de envolvimento no assassinato do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB/MT), Renato Gomes Nery.  O grupo é investigado por simular falso confronto a fim de encobrir crimes.

A decisão atinge os militares Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alesandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira e Leandro Cardoso. A determinação revoga de forma definitiva a liberdade provisória que havia sido concedida aos militares anteriormente pela instância local. A decisão atende ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou a prisão dos réus para garantir a ordem pública e proteção de testemunhas.

Conforme apontado no despacho, a prisão faz-se necessária “diante da gravidade concreta dos fatos, da elevada periculosidade dos agentes e do risco de reiteração delitiva, e na conveniência da instrução criminal, ante o risco de intimidação das vítimas sobreviventes e das testemunhas”.

O juiz ressaltou ainda o caráter mandatório da determinação vinda de Brasília, deixando claro que o Judiciário local deve agir com máxima celeridade para restabelecer as prisões.

“A decisão do Superior Tribunal de Justiça possui caráter vinculante e de cumprimento imediato e obrigatório por este Juízo (…), não havendo margem para deliberação diversa quanto ao mérito da medida cautelar. Impõe-se, portanto, a expedição imediata dos mandados de prisão preventiva em desfavor de todos os réus”, diz trecho da decisão.

Relembre o caso  

O crime aconteceu no dia 5 de julho de 2024, em frente ao escritório da vítima, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. Renato Nery foi alvejado por disparos de arma de fogo enquanto chegava ao local de trabalho. A investigação apontou que o crime teria sido encomendado por Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi, motivados por inconformismo com disputa judicial envolvendo mais de 12 mil hectares de terras no município de Novo São Joaquim.

Os dois teriam contratado a execução do homicídio pelo valor de R$ 200 mil. Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira atuariam como intermediários, responsáveis pela articulação com os executores, fornecimento da arma e intermediação dos pagamentos.

Pablo Rodrigo / GD

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