Connect with us

Hi, what are you looking for?

04/06/2026

Judiciário

Empresa é alvo de ação milionária por destruir 365 hectares em cidade de MT

Reprodução/Processo

Uma área equivalente a centenas de campos de futebol desmatada sem autorização ambiental levou o Ministério Público do Estado de Mato Grosso a acionar a Justiça contra a empresa Z.M.P.R. Ltda e o proprietário identificado pelas iniciais W.C.M.F. O caso envolve a supressão ilegal de 365,52 hectares de vegetação nativa em Comodoro, município a 644 km de Cuiabá, registrada entre os anos de 2020 e 2021. A ação foi protocolada nessa sexta-feira (20.03) e assinada pelo promotor de Justiça Carlos Rubens de Freitas Oliveira Filho.

A ação civil pública tramita na 2ª Vara da comarca e aponta que o desmatamento ocorreu em área de especial preservação, sem qualquer autorização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA). A irregularidade foi constatada por meio de auto de infração e relatório técnico, que também resultaram no embargo da área em (22.06.2021), com ordem de paralisação imediata das atividades.

De acordo com o Ministério Público, os danos vão além da retirada da vegetação. O órgão destaca que a degradação compromete o equilíbrio ambiental, afeta a biodiversidade, prejudica o solo e interfere no regime hídrico, além de contribuir para o aumento das emissões de gases de efeito estufa. Esse conjunto de impactos, segundo a Promotoria, reforça a gravidade da conduta e justifica a responsabilização dos envolvidos.

A ação sustenta que a responsabilidade ambiental é objetiva. Isso significa que não é necessário comprovar intenção ou culpa, bastando a existência do dano e a relação com a atividade desenvolvida. Com base nesse entendimento, o Ministério Público pede que os réus sejam obrigados a recuperar integralmente a área degradada, por meio de projeto técnico aprovado pelo órgão ambiental competente.

Além da recomposição ambiental, o MP também requer o pagamento de indenização de R$ 1.890.155,09 pelos danos materiais já calculados. O valor pode aumentar, já que a ação inclui ainda o pedido de indenização por dano moral coletivo, a ser fixado pela Justiça. A Promotoria argumenta que a degradação ambiental atinge toda a coletividade, inclusive as futuras gerações, e não apenas uma área específica.

Como medida para garantir o resultado do processo, o Ministério Público solicitou o bloqueio de bens dos investigados até o limite do valor estimado do dano. Também pede a suspensão de incentivos fiscais e de acesso a financiamentos públicos, além da proibição de uso produtivo da área desmatada até que haja regularização ambiental.

Outro ponto destacado na ação é a necessidade de registrar o processo na matrícula do imóvel. A medida busca dar publicidade ao passivo ambiental e evitar que terceiros sejam prejudicados em eventual negociação da área. O MP também quer que órgãos estaduais acompanhem a execução das medidas de recuperação ambiental.

A Promotoria reforça que a reparação deve ser completa, incluindo tanto a recomposição da vegetação quanto a compensação pelos danos que não podem ser revertidos. O entendimento segue a linha adotada pelos tribunais superiores, que admitem a cumulação de obrigações de fazer, não fazer e indenizar em casos de degradação ambiental.

Gislaine Morais – VG Noticias

Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias Relacionadas

Política

O governador Otaviano Pivetta autorizou, na noite desta quinta-feira (28.5),  a convocação de mais 430 aprovados no concurso público da Secretaria de Estado Segurança...

Polícia

A Polícia Federal e o Ibama realizaram, nesta quarta-feira (27/5), ação de fiscalização em áreas de Reserva Legal da União, nas proximidades da cidade...

Geral

O Governo de Mato Grosso nomeou, nesta terça-feira (26.5), mais 133 profissionais aprovados no concurso público da Secretaria de Estado de Saúde. As novas...

Saúde

Os municípios de Sinop, Sorriso, Nova Mutum, Campos de Júlio, Gaúcha do Norte e Nova Monte Verde deixaram de figurar no ranking das piores...

Endereço: Rua Ema Klunk, 274 - Jardim Safira - Sinop/MT CEP:78.551-366 CNPJ: 37.095.341/0001-06 Razão Social: M. L. JORDAN LTDA Nome Fantasia: Site Só Informação