O cenário político no União Brasil em Mato Grosso para as eleições de 2026 desenha-se como uma colisão frontal entre duas das maiores forças do estado. O impasse central reside na sucessão do Palácio Paiaguás: de um lado, o senador Jayme Campos reafirma sua pré-candidatura ao Governo; do outro, o governador Mauro Mendes mantém o compromisso de apoiar seu vice, Otaviano Pivetta (Republicanos).
O Tamanho do Racha
A divisão não é apenas de nomes, mas de métodos de liderança. Jayme Campos tem criticado abertamente o que chama de “imposição” de Mauro Mendes, questionando o prestígio político do governador caso ele deixe o cargo para disputar o Senado. O deputado estadual Júlio Campos, irmão do senador, já alertou que esse impasse pode resultar na saída de um dos dois “caciques” da legenda.
- Ameaça de Intervenção ou Saída: Informações de bastidores sugerem que a executiva nacional do União Brasil, sob influência de figuras como Davi Alcolumbre, poderia intervir a favor de Jayme Campos. Por outro lado, Jayme já recebeu convites oficiais de partidos como o PSD.
- A “Caneta” de Mauro Mendes: O governador controla a máquina e a presidência regional do partido, utilizando esse peso para consolidar a chapa com Pivetta ao Governo e ele próprio ao Senado.
Quem Vence a Queda de Braço?
A definição dessa disputa depende de fatores decisivos nos próximos meses:
- A Janela Partidária: Se o impasse persistir até o período de trocas partidárias, o risco de debandada aumenta significativamente.
- O Apoio Nacional: Se o União Brasil Nacional “bater o martelo” por Jayme Campos como candidato ao Governo, Mauro Mendes perderia o controle da sucessão dentro da própria sigla, o que poderia forçá-lo a buscar outra legenda para sua candidatura ao Senado.
- Viabilidade de Pivetta: O vice-governador Otaviano Pivetta, apesar de ter o apoio de Mendes e de siglas como PRD e Solidariedade, não pertence ao União Brasil, o que dificulta a aceitação interna pelos correligionários de Jayme.
Conclusão: Atualmente, o partido está em uma paralisia estratégica. Se não houver uma composição onde ambos disputem o Senado (uma das teses defendidas por aliados como Fabio Garcia), a tendência é de ruptura. O “vencedor” será aquele que conseguir alinhar o apoio da executiva nacional com a maior fatia da base de prefeitos e deputados estaduais em Mato Grosso. No momento, Jayme Campos parece ter a vantagem no suporte nacional, enquanto Mauro Mendes detém o controle regional.
Em meio a todo esse tumulto Wellington Fagundes (PL) vai consolidando sua candidatura ao Governo do Estado, Pivetta que já tentou sufocar a candidatura do seu opositor do PL, agora vê além de sua baixa popularidade a briga entre os amigos do “União Brasil”, Mauro é forte, mas quem questiona a liderança da familia Campos?
Todo este movimento desgasta ainda mais a candidatura do vice-governador e coloca em cheque a viabilidade de sua candidatura, muitos até temem que Mauro possa morrer abraçado com Pivetta relembrando o ex-governador Dante de Oliveira que perdeu uma eleição ganha por insistir em Antero Pais de Barros.
Vamos aguardar e ver o desfecho desta série chamada sonho do Paiaguás.
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