A corrida eleitoral em Mato Grosso começa a ganhar contornos cada vez mais acirrados, e o debate político dá lugar, ao confronto direto, agressões baratas e deselegante. O governador Otaviano Pivetta tem adotado um discurso duro contra seus adversários, recorrendo com frequência a críticas contundentes e apresentando sua gestão como um contraponto ao que chama de “política tradicional”, porem esquece que já está a 40 anos no meio, ou seja mais do mesmo.
Isso desperta críticas de quem considera seu tom excessivamente agressivo, arrogante ou centralizador. Nos bastidores da administração estadual, opositores afirmam que essa postura dificulta o diálogo e gera desgaste no relacionamento com o funcionalismo público.
Em conversa com vários servidores públicos estaduais foi difícil achar um que apoia o atual governador, e isso é um fato, não uma suposição.
Um dos principais argumentos utilizados por Pivetta é o de que estaria na vida pública para servir à população, diferenciando-se dos chamados “políticos de carreira”. A afirmação, contudo, abre espaço para um questionamento inevitável: depois de décadas exercendo mandatos e ocupando funções públicas, essa fala faz sentido? Sua trajetória política se estende por cerca de quatro décadas, período em que foi prefeito, deputado estadual, vice-governador e agora governador.
Também faz parte de sua história política o fato de ter sido investigado na Operação Sanguessuga. O episódio marcou sua carreira e alimentou críticas de adversários durante anos.
Pivetta já teve alguns embates neste curto período como governador, e teve que recuar em algumas de suas decisões, SAMU é a mais emblemática.
Seu convívio com a Assembleia é frágil, acostumado a ficar nos bastidores, já que Mauro Mendes era o homem de frente nas tratativas politicas com os deputados. Agora com a missão de articulação, Pivetta tem feito declarações desastrosas como, por exemplo, acusar deputados de não saberem usar suas emendas, e colocando em dúvida os recursos destinados pelos parlamentares através das emendas impositivas aos municípios, a fala teve repercussão completamente desfavorável nos corredores do parlamento Mato-grossense.
Em Lucas do Rio Verde Otaviano era conhecido como o coronel da soja, atropela tudo e todos, a Câmara nada mais era que um mero puxadinho do executivo, agora o então governador precisa entender que Mato Grosso é um pouco maior, a Assembleia é uma casa consolidada e com uma história centenária com mais de 190 anos de existência e sua forma pouco gentil e tratamento de autoritarismo e soberba não é aceito no mundo politico de hoje em dia.
Como me disse um deputado do grupo do governo: “Ele é intragável e se não mudar seu jeito de tratar com a Assembleia terá muita dificuldade de governar.”
Uma coisa é certa, Otaviano não vencerá por WO, pelo contrario é o que as pesquisas tem mostrado , mas aguardemos e veremos o que Mato Grosso decide.
