2026: Entre Urnas, Gramados e a Busca por um um pais melhor para todos
O ano de 2026 mal começou e já se desenha como um dos mais intensos da história recente do Brasil. O calendário coloca, lado a lado, as eleições gerais de outubro e a Copa do Mundo de 2026, criando um cenário onde a paixão nacional pelo futebol colide com a polarização política que domina o país entre esquerda e direita. A pergunta que fica é: que Brasil queremos para nosso futuro e ainda sim torcer pelo hexa enquanto debatemos caminhos opostos para o futuro da nação?
O Brasil dividido
A polarização política é o pano de fundo para tudo. De um lado, o presidente Lula da Silva (PT) busca a reeleição, apostando no populismo de políticas públicas que não trazem resultados práticos para a nação, endividando o país e aumentos abusivos de tributos para que uma parte da nação pague pelo gasto desenfreado de seu governo. Do outro nomes como o Flávio Bolsonaro (PL) despontando como um dos principais representantes da direita, busca desconstruir a campanha petista.
O grande desafio reside em um eleitorado que, segundo analistas, teme um clima ainda mais radical nas eleições deste ano. A busca por uma “terceira via” viável continua, mas o cenário atual indica que o embate entre o esquerda e direita ainda dominará o debate.
A direita por sua vez precisa se unir em torno de um nome e trabalhar muito para tentar tirar as eleições de Lula, caso contrário entrando dividida no pleito terá como certa a derrota nas urnas.
O Xadrez em Mato Grosso
Em Mato Grosso reflete o cenário nacional, mas com nuances próprios. A sucessão do governo estadual já movimenta os bastidores, com nomes como o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL) aparecendo como favoritos em pesquisas iniciais. A disputa pela bênção de lideranças nacionais, como a de Jair Bolsonaro, adiciona um elemento a mais nessa corrida.
Enquanto isso, o atual governador Mauro Mendes (União Brasil) e Janaina Riva (MDB) aparecem como favoritos para a disputa do Senado, indicando uma possível troca de cadeiras e a manutenção de grupos políticos forte no estado. O agronegócio, motor econômico do estado, continuará a ditar parte das prioridades políticas, como a infraestrutura logística e a questão ambiental, fundamentais para a continuidade do desenvolvimento do Estado.
O Ponto de Interrogação
Não podemos esquecer que é ano de Copa do Mundo. O grande ponto de interrogação é se a breve “paz” que a Copa do Mundo trás se sustentará até as eleições de outubro. O ano de 2026 exigirá resiliência e, acima de tudo, a capacidade de o país debater seus problemas reais — economia, saúde, segurança e educação — para além das paixões clubísticas, sejam elas políticas ou esportivas.
Afinal, a fatura das escolhas feitas neste ano será paga nos próximos quatro anos por todos nós brasileiros sejam eles de esquerda ou direita.
