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04/07/2022

Polícia

PF faz operação contra desmatamento em terra indígena em MT

Madeireiros estariam aliciando lideranças indígenas para a retirada da madeira de forma ilegal

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (12) a Operação Escudo de Palha para investigar o desmatamento ilegal na Terra Indígena Menkragnoti, nas proximidades da aldeira Kotori, no município de Peixoto de Azevedo.

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Sinop, nas cidades de Matupá, Guarantã do Norte e Peixoto de Azevedo, no Estado de Mato Grosso, além da cidade de Iporá (GO).

Os mandados cumpridos desta terça-feira têm foco nos possíveis participantes dos crimes, dentre eles madeireiros e uma liderança indígena.

A investigação teve início em fevereiro de 2022, após denúncia recebida pela FUNAI de Cuiabá, relacionada à extração ilegal de madeira na terra indígena.

Segundo a denúncia, nas proximidades da aldeia havia cerca de dois mil metros cúbicos de madeiras cortadas e prontas para serem retiradas.

As investigações apontam que os madeireiros da cidade de Peixoto de Azevedo estariam cooptado as lideranças indígenas da aldeia Kororoti, ofertando cerca de R$ 70 mil para a retirada dessa madeira.

Com base na denúncia, no mesmo mês, foi realizada uma ação conjunta entre Polícia Federal, Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Ibama e Delegacia do Meio Ambiente, que se deslocaram até o local e detectaram, após sobrevoo de helicóptero, o desmatamento e a existência de madeiras cortadas.

Na ocasião, dentro da Terra Indígena e nos seus arredores, foram realizadas apreensões de arma e veículos pelo Ibama.

Devido às condições de conservação dos veículos, associado ao fato dos locais em que foram encontrados serem de difícil acesso e com a finalidade de cessar o crime ambiental, os mesmos foram inutilizados.

Os investigados podem responder pelos crimes ambientais de desmatamento e óbice a ação fiscalizadora do Poder Público, com penas de até 4 anos de reclusão e 3 anos de detenção, respectivamente, e associação criminosa, com pena de até 3 anos de reclusão, dentre outros crimes.

O nome da operação, Escudo de Palha, é decorrente da aparente proteção que os indígenas locais empreendiam em favor da floresta, quando na verdade a proteção era facilmente sobrepujada por suborno em favor de liderança local.

 

 

Folhamax

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