Mato Grosso movimentou R$ 36,6 bilhões por meio do Pix, em setembro deste ano, registrando crescimento de 15,67% em relação ao mesmo mês de 2025.
O resultado mantém o Estado entre os dez maiores do país em volume financeiro transacionado pela modalidade de pagamento instantâneo, conforme levantamento divulgado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Sergipe (Fecomércio-SE) e analisado pela Fecomércio-MT.
Desde abril, as movimentações mensais via Pix no Estado superam R$ 35 bilhões, demonstrando a consolidação da ferramenta nas transações financeiras realizadas por consumidores e empresas.
Em setembro de 2025, o volume movimentado havia sido de R$ 31,68 bilhões.
Em 12 meses, portanto, o crescimento representou um acréscimo de quase R$ 5 bilhões.
Com o desempenho, Mato Grosso garantiu a décima posição no ranking nacional, superando estados como Ceará, que movimentou R$ 34,61 bilhões; Espírito Santo, com R$ 33,66 bilhões; e Pernambuco, com R$ 32,21 bilhões.
Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, o Tião da Zaeli, o resultado reflete tanto a expansão dos pagamentos digitais quanto o dinamismo da economia mato-grossense, impulsionada principalmente pelo agronegócio, comércio e setor de serviços.
“A expansão das movimentações via Pix, que em 12 meses aumentaram quase R$ 5 bilhões, pode estar relacionada à forte atividade econômica e à maior adoção dos pagamentos digitais no agronegócio e no comércio local.
O dinamismo da economia mato-grossense contribui para colocar o estado em posição de destaque no cenário nacional e regional”, destacou.
CENTRO-OESTE – Na comparação regional, Mato Grosso apresentou a segunda maior taxa de crescimento das movimentações financeiras pelo Pix, com avanço de 15,67% em setembro, na comparação com igual período do ano passado.
O desempenho ficou atrás apenas do Distrito Federal, onde a expansão alcançou 35,39%.
Em Goiás, o crescimento foi de 4,87%, enquanto Mato Grosso do Sul registrou retração de 2,34% no volume financeiro movimentado pela modalidade.
Os números também demonstram a participação da economia mato-grossense no sistema nacional de pagamentos instantâneos.
Em setembro, o Pix movimentou R$ 1,974 trilhão em todo o Brasil. Desse total, Mato Grosso respondeu por 1,86%.
No Centro-Oeste, a participação estadual alcançou aproximadamente 21,77% do volume regional.
Segundo a Fecomércio-MT, o maior volume mensal registrado no Estado neste ano ocorreu em abril, quando as movimentações chegaram a R$ 37,81 bilhões.
A entidade avalia que o resultado pode estar relacionado à sazonalidade das atividades econômicas, especialmente à colheita e à comercialização da produção agrícola, que movimentam diferentes segmentos da economia estadual.
ACESSO AO CRÉDITO – A expansão do Pix ocorre em um cenário de maior dificuldade das famílias cuiabanas para conseguir crédito.
Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e analisada pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), mostrou que 50,5% das famílias entrevistadas na Capital relataram maior dificuldade para obter crédito em setembro.
No mês anterior, esse percentual era de 48%, o que representa aumento de 2,5 pontos percentuais.
O levantamento também apontou queda pelo quarto mês consecutivo no indicador geral de intenção de consumo das famílias.
Nesse contexto, a Fecomércio-MT destaca que o Pix pode contribuir para a organização financeira dos consumidores, ao permitir pagamentos e transferências instantâneos, sem a necessidade de recorrer a financiamentos ou parcelamentos.
Para as empresas, a modalidade também representa uma alternativa para agilizar recebimentos e facilitar a gestão do fluxo de caixa.
Embora o crescimento das movimentações não signifique necessariamente aumento proporcional do consumo, os dados demonstram a importância crescente da ferramenta nas operações financeiras do Estado.
Para Tião da Zaeli, a praticidade do sistema beneficia tanto consumidores quanto empresários, especialmente em períodos de maior restrição ao crédito.
“Em um cenário de maior dificuldade de acesso ao crédito, o Pix facilita o controle das despesas pelos consumidores e agiliza o recebimento dos valores pelas empresas. É uma ferramenta que traz praticidade e benefícios tanto para quem compra quanto para quem vende”, concluiu.
Mariana Peres/ DC
