Eleições 2026

Empresários de MT doam R$ 6 milhões à campanha de Flávio Bolsonaro

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Empresários ligados ao agronegócio, à indústria e ao mercado imobiliário de Mato Grosso destinaram R$ 6,05 milhões à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento, feito com base nas prestações de contas disponíveis no sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), identifica 12 doadores vinculados ao Estado, com contribuições individuais que variam de R$ 100 mil a R$ 2 milhões.

O maior aporte foi realizado pelo empresário Elói Vitório Marchett, ligado ao agronegócio na região de Rondonópolis e sogro do deputado federal Fábio Garcia (União Brasil). Ele destinou R$ 2 milhões à campanha, o equivalente a aproximadamente um terço do total identificado entre os doadores mato-grossenses.

Na segunda posição aparece o produtor rural Nelson José Vigolo, ligado ao Grupo Bom Jesus Agropecuária, também de Rondonópolis, com uma contribuição de R$ 1 milhão.

Juntos, os dois empresários responderam por R$ 3 milhões, praticamente metade dos recursos provenientes dos 12 doadores relacionados no levantamento.

A concentração dos maiores repasses entre representantes do agronegócio evidencia a participação de empresários do setor no financiamento da candidatura do PL, especialmente na região sul de Mato Grosso.

AGRONEGÓCIO LIDERA DOAÇÕES — Outros quatro empresários vinculados à atividade rural aparecem com contribuições de R$ 500 mil cada.

São eles Elizeu Zulmar Maggi Scheffer, Carolina Mognon Scheffer, Samuel Maggi Locks, ligado ao Grupo Locks, e Artur Birtche. Somadas, as quatro doações representam R$ 2 milhões.

Com os aportes de Marchett e Vigolo, esses seis doadores concentram R$ 5 milhões, aproximadamente 82,6% do total identificado no levantamento.

A lista inclui ainda três integrantes da família Wurzius, que mantém negócios na região de Rondonópolis. Charles Wurzius contribuiu com R$ 260 mil, enquanto Leandro Wurzius e Marcos Wurzius destinaram R$ 120 mil cada.

Os repasses dos três empresários somam R$ 500 mil.

No setor imobiliário, o empresário cuiabano José Mikhael Maluf Neto aparece com uma contribuição de R$ 250 mil.

Wagner Córdova Vieira, de Paranatinga, destinou R$ 200 mil à campanha. Já Rita de Cássia Fachinetto, de Sorriso, realizou uma doação de R$ 100 mil, o menor valor entre os 12 nomes relacionados.

As contribuições individuais de pessoas físicas são permitidas pela legislação eleitoral, desde que observados os limites legais e as exigências de identificação e prestação de contas à Justiça Eleitoral.

VANTAGEM EM MATO GROSSO — A participação dos empresários no financiamento da campanha ocorre em um cenário de ampla vantagem eleitoral de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso.

No primeiro turno da eleição presidencial, realizado em 4 de outubro, o candidato do PL recebeu 1.298.691 votos no Estado, equivalentes a 65,15% dos votos válidos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, obteve 581.681 votos, correspondentes a 29,18%.

A diferença entre os dois candidatos foi de aproximadamente 717 mil votos, resultado que consolidou Mato Grosso como um dos principais redutos eleitorais de Flávio Bolsonaro na primeira etapa da disputa.

No cenário nacional, entretanto, a vantagem foi menor.

Flávio Bolsonaro encerrou o primeiro turno com aproximadamente 56,1 milhões de votos, ou 47,03% dos válidos. Lula recebeu cerca de 53,9 milhões, correspondentes a 45,16%.

A diferença nacional entre os dois candidatos ficou próxima de 2,2 milhões de votos, mantendo a disputa aberta para a votação decisiva.

META DE 75% NO ESTADO — Com o segundo turno marcado para domingo (25), a coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso trabalha para ampliar o desempenho obtido nas urnas no início do mês.

A meta anunciada pelos articuladores estaduais é alcançar 75% dos votos válidos, dez pontos percentuais acima do percentual registrado no primeiro turno.

Para atingir esse resultado, a campanha precisará não apenas preservar o eleitorado que já apoiou o candidato, mas também conquistar parte dos votos destinados aos demais concorrentes na primeira etapa, além de mobilizar eleitores que não compareceram às urnas.

O objetivo é ampliar a contribuição de Mato Grosso para o resultado nacional, em uma disputa na qual cada Estado poderá ter importância na composição da votação final.

O levantamento das doações também mostra a presença de empresários de diferentes regiões e segmentos econômicos no financiamento da candidatura, embora os maiores valores estejam concentrados em representantes do agronegócio.

A prestação de contas ao TSE permite identificar a origem e o volume dos recursos declarados pelas campanhas. Os valores relacionados representam as contribuições dos 12 doadores vinculados a Mato Grosso identificados no levantamento, não necessariamente a totalidade dos recursos recebidos pelo candidato no Estado.

Marcos Lemos/ DC

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