ALMT terá 14 deputados ligados à coligação de Pivetta e 10 no campo de oposição
A eleição de 2026 redesenhou a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e deu ao governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) uma bancada majoritária para iniciar o próximo mandato.
Dos 24 deputados estaduais eleitos no domingo (4), 14 pertencem a partidos que integraram a coligação “Mato Grosso Não Pode Parar”, que reelegeu Pivetta. Outros 10 parlamentares foram eleitos por partidos que estiveram nos palanques de Wellington Fagundes (PL) ou Natasha Slhessarenko (PSD).
Pivetta foi reeleito governador no primeiro turno com 60,77% dos votos. Sua coligação reuniu Republicanos, Podemos, União Brasil, PP e a federação PSDB/Cidadania.
Na prática, a nova composição indica que o governador terá, pelo menos inicialmente, uma base de 14 deputados contra 10 parlamentares no campo adversário.
Confira os 24 eleitos
🟢 Bancada da coligação de Pivetta — 14 deputados
Podemos — 6 cadeiras
- Max Russi (Podemos) — 86.934 votos
- Ulysses Moraes (Podemos) — 56.207 votos
- Beto Dois a Um (Podemos) — 56.148 votos
- Alessandra Ferreira (Podemos) — 50.802 votos
- Fabinho Tardin (Podemos) — 36.122 votos
- Adelcino Lopo (Podemos) — 21.146 votos
O Podemos foi o partido que conquistou o maior número de cadeiras na eleição para a ALMT, com seis deputados.
Republicanos — 4 cadeiras
- Diego Guimarães (Republicanos) — 40.482 votos
- Valmir Moretto (Republicanos) — 37.653 votos
- Dr. Eugênio (Republicanos) — 36.700 votos
- Nininho (Republicanos) — 33.438 votos
União Brasil — 2 cadeiras
- Dilmar Dal Bosco (União Brasil) — 56.294 votos
- Engº Sebastião Machado Rezende (União Brasil) — 32.108 votos
PSDB — 2 cadeiras
- Carlos Avallone (PSDB) — 31.035 votos
- Chico Guarnieri (PSDB) — 18.842 votos
Esses partidos integraram a coligação que sustentou a candidatura de Otaviano Pivetta ao Governo.
🔴 Bancada dos partidos adversários — 10 deputados
Do outro lado, estão os deputados eleitos por partidos que estiveram nas chapas de oposição ao governador durante a eleição.
PL — 4 cadeiras
- Gilberto Cattani (PL) — 69.672 votos
- Samantha do Abilio (PL) — 57.900 votos
- Faissal (PL) — 41.039 votos
- Alcino Barcelos (PL) — 22.624 votos
O PL foi o principal partido da candidatura de Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso. A coligação “Coração da Gente” reuniu PL, MDB, Novo e a federação PRD/Solidariedade.
MDB — 3 cadeiras
- Dr. João (MDB) — 55.955 votos
- Leo Bortolin (MDB) — 51.040 votos
- Thiago Silva (MDB) — 40.856 votos
PT — 2 cadeiras
- Lúdio Cabral (PT) — 86.107 votos
- Valdir Barranco (PT) — 32.137 votos
PSD — 1 cadeira
- Wilson Santos (PSD) — 19.911 votos
Os números oficiais divulgados após a apuração mostram a composição final de 24 cadeiras: Podemos com seis, PL e Republicanos com quatro cada, MDB com três, PT, União e PSDB com duas cada e PSD com uma cadeira.
Max Russi é o campeão de votos
O grande destaque individual da eleição para a Assembleia foi Max Russi, do Podemos, que recebeu 86.934 votos e terminou como o deputado estadual mais votado de Mato Grosso.
Logo atrás ficou Lúdio Cabral, do PT, com 86.107 votos. Na terceira posição apareceu Gilberto Cattani, do PL, com 69.672 votos.
A diferença entre Max e Lúdio foi de apenas 827 votos, mostrando uma disputa bastante apertada pelo primeiro lugar na votação individual.
O que a nova composição representa para Pivetta?
O resultado das urnas coloca Pivetta em uma situação politicamente confortável para o início do novo mandato.
A coligação que reelegeu o governador conseguiu eleger 14 dos 24 deputados estaduais, o equivalente a aproximadamente 58,3% da Assembleia.
Já os partidos que estiveram nos palanques adversários ficaram com 10 cadeiras, ou cerca de 41,7%.
Isso significa que o governador começa o novo mandato com uma vantagem numérica importante dentro do Legislativo. Entretanto, ter uma bancada formada por partidos da mesma coligação eleitoral não significa, necessariamente, que os 14 deputados votarão sempre juntos.
A Assembleia continuará sendo um espaço de negociação política, especialmente em projetos que envolvam orçamento, investimentos, servidores públicos, impostos e grandes obras.
A nova correlação de forças
BASE DA COLIGAÇÃO DE PIVETTA: 14 deputados
- Podemos: 6
- Republicanos: 4
- União Brasil: 2
- PSDB: 2
CAMPO DOS ADVERSÁRIOS: 10 deputados
- PL: 4
- MDB: 3
- PT: 2
- PSD: 1
A nova ALMT, portanto, começa a próxima legislatura com uma maioria ligada à coligação que reelegeu Otaviano Pivetta, mas com uma oposição numericamente relevante e formada por nomes de peso eleitoral.
O desafio do governador, a partir de 2027, será transformar a maioria eleitoral em maioria política consistente dentro do plenário. Afinal, eleição termina quando as urnas são apuradas; a disputa pela governabilidade começa quando os deputados tomam posse.
