Mato Grosso aparece na 16ª posição entre os 26 estados avaliados pelo Ranking de Eficiência dos Estados – Folha (REE-F), elaborado pela Folha de S.Paulo em parceria com o Datafolha. O levantamento mede a capacidade dos governos estaduais de transformar recursos públicos em serviços para a população.
O Estado alcançou índice de 0,368, em uma escala de 0 a 1, e ficou na faixa de “alguma eficiência”. O Distrito Federal não participa da avaliação por causa das características específicas de seu orçamento.
O ranking considera cinco áreas: educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças. Os indicadores são cruzados com a receita corrente líquida (RCL) por habitante de cada estado para medir os resultados obtidos em relação aos recursos disponíveis.
O levantamento mostra que uma receita maior não significa necessariamente melhores resultados na prestação dos serviços públicos.
Mato Grosso aparece atrás de Estados como Paraná, Ceará, São Paulo, Santa Catarina, Piauí, Paraíba e Minas Gerais, que formam o grupo classificado como “eficiente”. O Paraná lidera o ranking, com índice de 0,734, seguido pelo Ceará, com 0,665, e São Paulo, com 0,637.
Na sequência, outros Estados classificados como “alguma eficiência” aparecem à frente de Mato Grosso, como Rio Grande do Sul, Goiás, Espírito Santo, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Sergipe e Tocantins.
Mato Grosso tem o mesmo índice de Alagoas, de 0,368, mas aparece uma posição acima no ranking.
O estudo também chama atenção para a diferença entre a quantidade de recursos disponíveis e a capacidade de transformá-los em serviços públicos. O Ceará, por exemplo, ocupa a segunda colocação mesmo tendo a menor receita corrente líquida por habitante entre os estados, de R$ 4.275.
Na outra ponta, estados com receitas elevadas por habitante aparecem entre as últimas posições. Amapá, Acre e Roraima ocupam, respectivamente, a 26ª, 25ª e 24ª colocação.
Ao todo, sete Estados foram classificados como “eficientes”, com índice igual ou superior a 0,550. Outros sete ficaram na faixa considerada “ineficiente”, com índice abaixo de 0,350.
Educação e saúde têm peso dobrado no cálculo do índice, em razão dos percentuais mínimos de recursos que os Estados são obrigados a destinar constitucionalmente às duas áreas.
Na média por região, o Sul apresentou o melhor desempenho, com índice de 0,630, seguido pelo Sudeste, com 0,520, e pelo Nordeste, com 0,462. O Centro-Oeste registrou média de 0,456, enquanto o Norte ficou com 0,252.
O levantamento aponta, portanto, que a quantidade de dinheiro disponível nos cofres públicos não é suficiente, por si só, para determinar o desempenho dos Estados. A comparação considera justamente a relação entre os recursos disponíveis e os resultados apresentados em áreas essenciais para a população.













































