Em política numa campanha a presença na rua é apoio faz diferença!
A campanha de Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso parece não ter encontrado, até agora, a musculatura política esperada no principal polo do Nortão.
Wellington tem um apoio institucional importante em Sinop: o prefeito Roberto Dorner declarou apoio a sua candidatura. Mas a sua ex, candidata Sheila Pedroso que está no grupo de Pivetta deixa o apoio de Roberto capenga, e campanha majoritária não se sustenta apenas com uma liderança. Precisa de capilaridade, articulação, presença e capacidade de agregar diferentes forças políticas.
É justamente aí que o contraste começa a incomodar o PL.
Nesta quarta-feira, 9 de setembro, Otaviano Pivetta esteve em Sinop cercado por nomes como o vice-prefeito Paulinho Abreu, a ex-prefeita Rosana Martinelli, o deputado Dilmar Dal Bosco, vereadores, empresários e representantes de diferentes setores da sociedade.
O caso de Rosana é ainda mais simbólico. Ela é segunda suplente de Wellington no Senado — condição confirmada pelo próprio Senado Federal — mas decidiu apoiar Pivetta na disputa pelo Governo.
Isso não é um detalhe. É política.
Sinop não é uma ilha eleitoral. É referência econômica, empresarial e política para dezenas de municípios do Norte mato-grossense. Quando uma candidatura ao Governo demonstra dificuldade para construir um arco mais amplo de lideranças justamente aqui, surge uma pergunta inevitável: se falta articulação no coração político do Nortão, como essa campanha pretende irradiar força para toda a região?
Do outro lado existe um articulador que conhece profundamente esse tabuleiro: Dilmar Dal Bosco. Líder do governo na Assembleia e candidato à reeleição, Dilmar assumiu publicamente o apoio a Pivetta e vem mobilizando lideranças regionais. Seu lançamento de campanha em Sinop reuniu mais de 40 prefeitos e vice-prefeitos, além de vereadores e aliados de diferentes municípios, segundo cobertura publicada nesta semana.
E política também é isso: ocupar espaços antes que o adversário os ocupe.
Wellington tem história, mandato, partido e o apoio do prefeito de Sinop. Mas eleição não se vence apenas com currículo ou sigla. É preciso transformar força política potencial em presença política real.
Hoje, no Nortão, Pivetta parece fazer exatamente isso: agregar. Enquanto Wellington precisa demonstrar que consegue reagir e ampliar sua base para além dos apoios já consolidados.
A fotografia política deste momento é desconfortável para o candidato do PL.
Porque campanha sem articulação vira campanha solitária. E, no Jogo Bruto da política, quem deixa espaço vazio quase sempre assiste ao adversário ocupá-lo.
