O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou, nesta terça-feira, 8 de setembro, que vai deixar para depois das eleições a nomeação dos novos coronéis da Polícia Militar. Questionado sobre a demora na escolha dos nomes, Pivetta afirmou que a nomeação ainda está dentro do prazo e disse que cabe ao governador decidir o momento mais conveniente para fazer as escolhas.
“Não passou, não passou do tempo. Eu falei ontem e vou repetir. Não nomear também é governar. O governador tem a chancela para tomar a decisão que julga conveniente para a sociedade”, pontuou.
Questionado se as nomeações ficariam para depois da campanha eleitoral, Pivetta confirmou: “Sim, depois”.
O governador negou ainda que a decisão tenha relação com a insatisfação de coronéis ou policiais militares. Segundo ele, mais de 450 policiais foram promovidos na última semana e restaram apenas as nomeações para o posto de coronel.
“Não é por isso. É uma questão realmente que foram promovidos todos os policiais, né? Todos. Foram mais de 450 promoções na última semana da nossa gloriosa Polícia Militar”, completou.
Pivetta afirmou que, neste momento, há duas nomeações pendentes e que o número pode chegar a cinco com a aposentadoria de outros três oficiais.
“E ficou essas duas nomeações, provavelmente cinco, até cinco, porque tem três se aposentando. Então nós temos um prazo aí, tranquilo. Não é nada fora do normal”, declarou.
A declaração ocorre após a Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (Assof PM/BM-MT) cobrar uma definição sobre as vagas abertas para o último posto da carreira.
Na semana passada, a entidade publicou uma nota manifestando preocupação com a demora nas promoções por merecimento. Segundo a associação, havia cinco vagas abertas e todas as etapas do processo sob responsabilidade da Polícia Militar já tinham sido concluídas.
A Assof afirmou ainda que o prazo para a escolha dos novos coronéis terminou no sábado, 5 de setembro, e que a promoção está prevista nas normas que regulamentam a carreira militar.
Diante da demora, a entidade informou que poderia adotar medidas judiciais para defender as prerrogativas e a carreira dos oficiais.
Fernanda Escouto e Fernanda Leite