Polícia

Polícia Civil mira grupo que aplicava golpes em nome do Unicef

assessoria

A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, na manhã desta quinta-feira (13), ordens judiciais dentro dos trabalhos da Operação Orfeu.

A ação foi deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal, com foco na desarticulação de um grupo criminoso especializado em fraudes eletrônicas e que utilizava o nome do Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) para arrecadar falsas doações por meio de chaves Pix.

Na operação, foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão contra três investigados, dos estados de Maranhão e de Mato Grosso.

Dois dos alvos foram localizados na cidade de Imperatriz (MA) e o terceiro, em Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte de Cuiabá).

A fraude tinha alcance nacional e fez vítimas no Distrito Federal e em outros estados.

O grupo usava uma falsa causa humanitária para enganar a população e obter vantagem ilícita, transformando a boa-fé das pessoas em golpe.

O uso indevido do nome do Unicef era utilizado pelo grupo para conferir aparência de legitimidade às abordagens.

Com isso, induziam as vítimas a acreditar que os valores arrecadados seriam destinados a ações de proteção de crianças em situação de vulnerabilidade.

Segundo as investigações, os recursos, na realidade, eram direcionados às atividades do grupo criminoso.

A fraude ultrapassa o prejuízo financeiro, uma vez que ao explorar uma causa humanitária, os investigados também atacam a confiança da sociedade nas campanhas beneficentes legítimas, colocando em risco futuras doações destinadas a quem realmente necessita.

Os presos poderão responder pelos crimes de estelionato eletrônico, associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso, cujas penas, somadas, podem alcançar até 21 anos de reclusão, além de multa, sem prejuízo de outros delitos eventualmente identificados ao longo das investigações.

A OPERAÇÃO – O nome Operação Orfeu faz referência ao personagem da mitologia grega conhecido pelo poder de persuadir.

Da mesma forma, os investigados utilizaram o prestígio e a credibilidade de uma instituição humanitária para conquistar a confiança das vítimas e conduzi-las ao golpe.

Diário de Cuiabá

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