A perícia preliminar realizada no corpo da recém-nascida encontrada morta dentro de uma lixeira de um condomínio, na última quinta-feira (23), em Várzea Grande, apontou que a criança nasceu com vida e morreu logo após o parto.
Apesar da conclusão inicial, o laudo não está finalizado e os exames periciais ainda estão em andamento e deverão esclarecer as circunstâncias da morte, além de indicar se houve alguma ação que contribuiu.
A recém-nascida foi encontrada por trabalhadores da coleta de lixo, dentro de uma caixa de papelão envolta em um saco plástico. Ela ainda estava com o cordão umbilical quando foi localizada.
O Corpo de Bombeiros, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Civil foram acionados, mas a morte foi constatada no local.
Na análise inicial, a equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) identificou que a bebê apresentava uma luxação em um dos braços e uma má-formação na região da cabeça. Segundo os investigadores, a deformidade pode ter sido causada durante o parto, hipótese que será confirmada ou descartada pela perícia.
As investigações apontam que a criança teria aproximadamente 35 semanas de gestação. Como a lixeira fica na parte interna do condomínio, a principal linha de investigação é de que o corpo tenha sido descartado por um morador ou por alguém que teve acesso ao residencial.
A DHPP segue com as diligências para esclarecer o caso. Investigadores continuam ouvindo testemunhas e analisando imagens das câmeras de segurança do condomínio para identificar quem abandonou a recém-nascida.
Até o momento, não há informações sobre a identidade da mãe ou do pai da criança. A investigação permanece em andamento e a tipificação do crime dependerá da conclusão dos laudos periciais e dos demais elementos reunidos durante o inquérito.
Yuri Ramires / GD