Polícia

Homem que arrancou coração da tia comete novo crime e é preso

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Sobrinho que matou e arrancou o coração da tia em Sorriso, Lumar Costa da Silva volta para a prisão menos de cinco meses após deixar o Hospital Psiquiátrico Adauto Botelho, em Cuiabá, onde ficou internado por quase dois anos. Lumar descumpriu as condições impostas no momento da desinternação e ainda foi denunciado por um crime de violência doméstica. Ele deixou a casa do curador, o pai Gilmar Costa Silva, e não estava mais tomando os medicamentos. Diante destes fatos, foi pedida sua prisão, cumprida na última sexta-feira (14).

Já foi solicitado o recambiamento do preso do estado de São Paulo para Mato Grosso. O Raio 8 da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, deve abrigar Lumar após o recambiamento. O raio é considerado o “plus” da segurança máxima em Mato Grosso e Lumar deve permanecer isolado. A medida será temporária, enquanto ele aguarda, outra vez, vaga no Hospital Psiquiátrico Adauto Botelho. O juiz da Vara de Execuções Penais de Cuiabá, Geraldo Fidelis, confirmou que deve ser determinada a internação diretamente, pois o caso de Lumar é de saúde mental, sendo o mais emblemático do Estado, atualmente.

Lumar foi preso na madrugada do dia 3 julho de 2019. Na noite anterior matou a tia Maria Zélia da Silva, 55, em Sorriso (420 km ao norte), a facadas, arrancou o coração dela do peito e o entregou para a prima, filha da vítima. Ele foi submetido a exame de sanidade mental e, em decisão de dezembro de 2021, o juiz Anderson Cândido homologou o laudo que o declarou inimputável — pessoa que não tem a capacidade legal de ser responsabilizada por um crime.

Os exames apontaram que Lumar é portador de transtorno afetivo bipolar tipo 1 e não podia, ao tempo do crime, entender o caráter ilícito da ação. Por ser considerado inimputável, não foi levado a júri popular. Em outubro de 2023, foi transferido do presídio para o Hospital Psiquiátrico Estadual Adauto Botelho. No dia 18 de junho deste ano, com base em relatórios multiprofissionais, que indicavam a desinternação, o juiz Geraldo Fidelis expediu o alvará e Lumar voltou, imediatamente, com o pai para Campinas (SP).

Aline Almeida/GD

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