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Chuvas escassas derrubam ritmo de plantio da soja em Mato Grosso, aponta Imea

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As chuvas registradas em Mato Grosso nas últimas semanas têm ocorrido de forma irregular e com volumes abaixo do esperado, o que vem preocupando os produtores quanto ao desenvolvimento inicial das lavouras de soja da safra 2025/26.

De acordo com o boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), publicado nesta segunda-feira, 3 de novembro, com base em dados do sistema meteorológico Aproclima, nas últimas quatro semanas Mato Grosso registrou volumes de chuva que variaram entre 75 e 95 milímetros em boa parte do estado — índices considerados baixos para o início do plantio da soja, quando o ideal seria uma distribuição mais uniforme e constante das precipitações.

A chuva escassa, aliada às altas temperaturas, já provocou falhas pontuais em alguns talhões, segundo relatos de informantes do Instituto. A ocorrência de chuvas regulares nos próximos dias é considerada fundamental para evitar um aumento nos casos de replantio, que até o momento acontecem apenas de forma localizada.

A projeção da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) indica que, nos próximos sete dias, deve chover entre 35 e 45 milímetros em grande parte de Mato Grosso, volume que pode amenizar o estresse hídrico nas regiões mais afetadas. Já para os meses de novembro e dezembro, o modelo climático Ensemble Mean prevê índices de chuva próximos à média histórica, apontando para um cenário mais favorável ao desenvolvimento das lavouras.

A semeadura da soja em Mato Grosso já alcançou 76,13% da área total prevista para esta safra, de acordo com o Imea. Isso significa que mais de três quartos das lavouras esperadas já foram semeadas. Na última semana, o avanço foi de 16,08 pontos percentuais na área plantada.

Apesar do avanço na última semana, a área semeada de soja ainda está 3,43 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, indicando um leve atraso no andamento da safra 2025/26.

Diferente de outros anos, o plantio não tem ocorrido de forma concentrada, resultando em uma distribuição mais espaçada das áreas cultivadas. Com base em dados de ciclo e tecnologia, o Imea projeta que, até o final de janeiro de 2026, cerca de 23% da área total estará colhida — um índice que pode superar o desempenho da safra anterior e a média dos últimos cinco anos.

O Instituto ressalta, porém, que as condições climáticas durante a colheita ainda são uma variável determinante, já que chuvas intensas nesse período podem atrasar os trabalhos a campo e impactar a entrada do produto no mercado.

Maiara Maz/ Estadão MT

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