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25/10/2026

Polícia

Operação em Cuiabá mira corrupção no Ministério da Agricultura

CGU

Uma ação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) levou à deflagração,nesta quarta-feira (29), a Operação Imperium Messis, em Mato Grosso e Roraima.

A ação apura apura um esquema de corrupção envolvendo servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária e empresários do setor de exportações de alimentos.

No total, foram 11 mandados de busca e apreensão cumpridos nas cidades de Boa Vista e Cantá (Roraima) e em Cuiabá.

Em Cuiabá, o empresário Willians Paulo Mischur foi alvo de mandado de busca e apreensão, no condomínio Alphaville.

No local, os agentes apreenderam um celular, um notebook e um veículo da Porsche.

O ministério é comandado pelo mato-grossense Carlos Fávaro, que é senador licenciado pelo PSD.

Mas, segundo a PF e a CGU, o ministro não é alvo das investigações

A Justiça também determinou o bloqueio e sequestro de bens e valores que somam R$ 1,8 milhão.

A operação contou com 43 policiais federais e quatro auditores da CGU.

As investigações começaram a partir de uma denúncia anônima que apontava irregularidades na Superintendência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Roraima.

O grupo suspeito teria transferido o processo de fiscalização de mercadorias destinadas à exportação para a Venezuela, que antes ocorria nas instalações da Receita Federal em Pacaraima, para uma empresa privada em Boa Vista, que atuava como entreposto aduaneiro.

De acordo com a CGU, há indícios de que servidores públicos recebiam pagamentos indevidos dessa empresa, por meio de intermediários e empresas de fachada, para favorecer operações de exportação.

O esquema envolveria pagamento de propina, lavagem de dinheiro e fraudes administrativas, caracterizando os crimes de corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O esquema colocava em risco a credibilidade das fiscalizações sanitárias e aduaneiras brasileiras, especialmente nas exportações de alimentos.

Segundo a CGU, a conduta dos investigados afetava diretamente a competitividade do setor, beneficiando empresas específicas e prejudicando a livre concorrência.

Em nota, a Controladoria afirmou que o combate a esse tipo de fraude “é essencial para restaurar a integridade e a confiança da sociedade nas instituições públicas”.

A operação busca “garantir um ambiente de negócios justo, no qual o serviço público atue em prol do interesse coletivo e não de vantagens privadas”.

A CGU reforçou que denúncias sobre irregularidades semelhantes podem ser feitas, inclusive de forma anônima, por meio da plataforma Fala.BR, na opção “Operações CGU”.

Por DC

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