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25/10/2026

Saúde

Soriso registra aumento nos casos de chikungunya e reforça cuidados a população

Foto reprodução

O boletim epidemiológico das arboviroses divulgado nesta terça-feira (26), pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs), aponta um avanço principalmente nos casos de chikungunya.

Segundo dados registrados no Sistema Sinan On-line, o levantamento atualizado apresenta a incidência das principais arboviroses no Município, conforme discriminado abaixo:

•Dengue: Foram contabilizadas 3.239 notificações. Destas, 185 casos foram confirmados, enquanto 3.050 foram descartados após investigação. Atualmente, 4 casos permanecem sob investigação, aguardando resultados conclusivos.

•Zika: Em relação ao vírus Zika, o boletim registra 22 notificações. É importante salientar que todas essas notificações foram descartadas, não havendo, até o momento, nenhum caso confirmado da doença no município.

•Chikungunya: A situação da chikungunya apresenta um quadro mais desafiador, com um total de 3.425 notificações. Deste montante, 2.835 casos foram confirmados, evidenciando uma propagação significativa da doença. Adicionalmente, 574 notificações foram descartadas, e 16 casos ainda se encontram em processo de investigação.

No último boletim, publicado no dia 14 de agosto, o município apresentava 2.361 casos confirmados de chikungunya. Agora, o número subiu para 2.835, representando 474 novos casos confirmados em menos de duas semanas.

Já a dengue registrou um aumento mais moderado: de 164 para 185 confirmações. Em relação à zika, o cenário permanece estável, sem registros confirmados.

Orientações à população

A coordenadora de Vigilância em Saúde Ambiental, Claudete Damasceno, reforça que, apesar do aumento, muitos dos casos de chikungunya confirmados agora são referentes a infecções ocorridas entre março e maio, cujos resultados laboratoriais foram liberados recentemente pelo Laboratório Central (Lacen).

Hoje os principais problemas identificados pela equipe da Vigilância Ambiental são a água servida, aquela oriunda de esgoto doméstico ou empresarial e a sujeira nas bocas de lobo, situações propícias para a proliferação do mosquito.

Claudete destaca que a prevenção continua sendo a melhor forma de combate ao mosquito Aedes aegypti:

  • Manter caixas d’água sempre bem vedadas;
  • Eliminar recipientes que acumulem água;
  • Guardar garrafas e baldes com a boca para baixo;
  • Limpar calhas e ralos com frequência;
  • Permitir a entrada dos agentes de endemias durante as visitas domiciliares.

“Os números reforçam que o mosquito continua circulando. Seguimos intensificando as ações de prevenção, monitoramento e conscientização, mas precisamos da colaboração de cada morador cuidando do quintal e do ambiente doméstico. Só com a união da comunidade conseguiremos fortalecer as ações de controle vetorial e reduzir a cadeia de transmissão do mosquito”, pontuou Claudete.

Assessoria

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