Polícia

Servidor da AL é alvo de operação contra lavagem de dinheiro do tráfico

Foto yuri Ramires

Servidor da Assembleia Legislativa é um dos alvos dos 14 mandados de busca e apreensão da Operação Datar, que investiga lavagem de dinheiro do tráfico de drogas em Mato Grosso, São Paulo e Mato Grosso do sul. O grupo investigado movimentou R$ 180 milhões desde 2019.

Conforme apurado, o servidor não estava em casa no momento da busca. Mas, os investigadores cumpriram o mandado e apreenderam objetos eletrônicos.

Delegado Eduardo Ribeiro, adjunto da Delegacia de Repressão a Narcóticos (Denarc), o servidor foi alvo após serem constatadas movimentações financeiras entre ele com os principais alvos da operação. “Nada além disso até o momento”, destacou.

A operação desta quinta (14) é fruto de uma investigação qualificada de longo prazo feita pela Delegacia de Repressão a Narcóticos (Denarc), que identificou movimentações financeiras milionárias entre os investigados. O inquérito original é de 2019, fruto de outra operação.

Ao todo, são 7 prisões, 11 cautelares diversas de prisão, 14 mandados de busca e apreensão, além de 19 ordens de bloqueio de contas bancárias e sequestro de 16 automóveis.

Foi destacado ainda que, dos 7 alvos de prisão, 6 estão presos e um é considerado foragido. O principal alvo, que não teve a identidade confirmada, foi preso há 2 dias pela Polícia Federal, em São Paulo, durante outra ação.

Outro alvo seria um dos ‘cabeças do tráfico de drogas’ em Ponta Porã (MS). Delegado titular da Denar, Wilson Cibulskis ressaltou que foram apreendidos 8 veículos, sendo 4 de luxos, além de 7 armas e várias munições.

Investigação

Foi constatado que os alvos movimentavam valores expressivos por meio de contas próprias, sem lastro documental ou origem comprovada. Os valores eram fracionados em pequenas quantias e transitavam entre contas físicas e jurídicas para ocultar e dissimular a real origem do dinheiro.

O alvo principal já está preso e agora, a operação mirou em outros integrantes do grupo criminoso. Segundo o delegado André Rigonato, responsável pelas investigações, as ordens judiciais contra os investigados buscam não apenas a responsabilização penal dos envolvidos, mas também a descapitalização dos membros do grupo criminoso.

“O objetivo é interromper o fluxo financeiro do grupo criminoso, ampliando o alcance das ações repressivas contra o crime organizado em Mato Grosso”, disse o delegado.

As investigações prosseguem com análise do material apreendido e a apuração de eventuais novos envolvidos.

Yuri Ramires/GD

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