Agronegócio

Soja mato-grossense ganha ainda mais espaço no mercado da China

17 Oct 2000 --- A mature open soybean pod resting on a bed of mature harvested soybeans. --- Image by © Corbis

Dados atualizados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que, em junho, o Brasil exportou 10,38 milhões de toneladas de soja para a China, queda de 2,28% em relação ao mesmo mês de 2024, segundo balanço da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O Estado de Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, foi na contramão da retração brasileira.

Conforme os analistas do Imea, apesar do recuo, no acumulado do primeiro semestre deste ano – de janeiro a junho -, os embarques brasileiros somaram 48,44 milhões de t, alta de 4,62%, ante o mesmo período de 2024.

Segundo o Imea, noNo caso de Mato Grosso, o estado exportou 3,14 milhões de t, para os asiáticos em junho, aumento de 21,01% em relação a junho do ano passado.

No acumulado do primeiro semestre de 2025, as exportações mato-grossenses somaram 14,75 milhões de t com destino ao país, acréscimo de 16,90% na comparação anua..

Para os próximos meses, a China deve seguir impulsionando a demanda pela soja brasileira, diante da maior oferta interna e da atratividade do produto nacional frente a outros fornecedores.

Confoema analistas do Imea, aA Argentina, por exemplo, havia reduzido temporariamente as “retenciones”, mas, retomou a alíquota cheia no final de junho, perdendo parte da competitividade.

Por fim, a indefinição em torno de um acordo comercial entre chineses e norte-americanos continua favorecendo o Brasil, impulsionando o segundo semestre de 2025, aponta as projeções do instituto..

PLANEJAMENTO – Segundo o projeto CPA-MT, o custeio da soja para a safra 2025/26 registrou alta de 0,19% em junho, em relação ao mês anterior, alcançando R$ 4.145,02/ha.

Esse avanço foi impulsionado, segundo o Imea, pelo aumento de 1,28% nos gastos com defensivos, que atingiram R$ 1.195,76/ha.

Com a proximidade da semeadura e a necessidade de financiamento dos insumos, a relação de troca (RT) torna-se um indicador essencial.

Para adquirir uma tonelada de Super Simples (SSP) e de KCl (potássio), o produtor precisa entregar 23,00 e 23,26 sacas de soja, respectivamente. Isso representa uma queda de 4,23% no RT do SSP e um aumento de 10,39% na do KCL em comparação com maio.

A comercialização de insumos segue no menor ritmo das últimas nove safras, reflexo dos preços mais altos dos produtos, do valor da soja pouco atrativo, juros altos e da RT desfavorável em alguns casos, como o SSP, cuja relação está 14,89% acima da média histórica.

Por outro lado, segundo os analistas, o KCL apresenta um cenário mais otimista, com RT 13,21% abaixo da média dos últimos cinco anos.

Mariana Perres/DC

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