Em reunião com diretores da Rota Oeste Odebrecht, ocorrido na terça-feira (02) na sede da empresa em Cuiabá, os vereadores claudienses Benézio do Santos, Fernando Leitão, Amaral Carteiro e Marciel Ricarte cobraram da Concessionária a construção do trevo de acesso ao município de Cláudia, no entroncamento da MT423 com a BR-163 em Sinop.
Mais em resposta ao pleito foram informados que a obra só deverá ser construída quando for resolvida o empasse do contrato de concessão da Rodovia firmado entre a Rota Oeste e o governo federal. Eles conheceram detalhes do contrato e os motivos pelos quais as obras de duplicação e as travessias urbanas ainda não foram executadas, inclusive o trevo que dá acesso aos municípios de Cláudia, União do Sul e Marcelândia.
O gerente de Comunicações e Relações Institucionais da Rota Oeste Roberto Madureira, confirmou que existe a previsão no contrato da construção do trevo de acesso à MT-423. No entanto, em decorrência do governo federal não ter honrado o compromisso de liberar o financiamento do BNDS para as obras, a empresa ainda não teria condições de executar os trabalhos de duplicação da pista e as travessias urbanas.
“A Rota Oeste concorda que a obra, o trevo na entrada para Cláudia, é de extrema importância para a segurança viária nesta região da BR-163. Esta obra, dentre outras, está contemplada em nosso contrato de concessão para ser executada. Estamos todos do mesmo lado. A bancada federal parlamentar de Mato Grosso, a turma do agro, da segurança viária e lideranças políticas locais e regionais. Estamos negociando, debatendo e discutindo com o governo federal para que seja dado as condições para retomarmos as obras ou alguma outra solução”, declarou.
Questionado pelos vereadores se a Rota Oeste não poderia realizar a obra com os recursos que arrecada com as praças de cobrança de pedágio, Roberto disse que com o valor arrecada a empresa não possuía condições de executar novas construções. Segundo ele o montante arrecadado é aplicado nos trabalhos de manutenção da BR- 163. “Com o que se arrecada nas praças de pedágio temos um valor que mantem a Rodovia, pagamento dos funcionários e a realização de reparos na pista. Do ponto de vista financeiro o valor para investimento no início do contrato era na ordem de R$ 2,7 Bilhões para o trecho entre o Posto Gil e Sinop. É importante esclarecer à população que todo recurso financeiro arrecado com a cobrança de pedágios é voltado para manter a Rodovia. Sem o financiamento o Rota Oeste não consegue realizar essas obras de investimento”, conclui o Roberto, enfatizando a importância da visita dos vereadores de Cláudia à sede da empresa para tomar conhecimento dos termos do contrato de concessão e do trabalho da Concessionária.
Situação Crítica
O prazo contratual de 5 anos para execução das obras por parte da Concessionária já se expirou. E mesmo os trabalhos de manutenção e limpeza da pista tem sido alvo constante de inúmeras reclamações por parte de usuários.
O crescente aumento no tráfego diário de veículos e as condições da pista torna a BR-163 uma das mais violentas e movimentadas do País. Sem a duplicação da pista e a construção das travessias urbanas nas cidades cortadas pela BR a tendência é que os problemas se agravem ainda mais, dado ao considerável aumento do número de carretas transportando a produção agrícola das regiões Médio-Norte e Norte em direção aos portos das regiões Sul e Sudeste e do Estado do Pará.
Mobilização de Esforços
Segundo o vereador Benézio dos Santos a reunião com dirigentes da Rota Oeste também foi importante na medida que os parlamentares claudienses tiveram a oportunidade de conhecer de perto a situação, e com isso, poder tomar as medidas políticas cabíveis no esforço de destravar as obras na Rodovia Federal.
“Saímos da reunião a par da problemática que envolve o contrato de concessão desta BR, a qual e é de vital importância para o desenvolvimento regional, inclusive do nosso município que a tem como única via de escoamento da produção local”, declarou.
“Teremos uma agenda em Brasília ainda este mês com os senadores e deputados da bancada federal para tratar de diversos assuntos do interesse de Cláudia. Também vamos levar a eles nossa cobrança e preocupação com uma solução para a questão da 163. Esperamos que este empasse entre o governo federal e a concessionária seja equacionado ainda no curto prazo. Esta é uma expectativa não apenas da Câmara Municipal mais de toda nossa sociedade, como forma de desafogar o trânsito e dar maior segurança para nossa população que depende desta via para trafegar e exportar a produção. Algumas vidas de cidadãos claudienses já foram perdidas nesta BR, inclusive pela falta do trevo no entroncamento de acesso à MT-423 onde diariamente cidadãos se arriscam ao acessarem a BR-163. Estamos aqui fazendo nosso papel. E por meio da Associação União Parlamentar Vale Teles Pires, que reúne 16 municípios da região, vamos mobilizar nossos representantes políticos e com isso fortalecer essa luta para uma solução o mais urgente possível”, concluiu o presidente da Câmara de Cláudia.
