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Irmãos de ministro Geller e ex-prefeito são encaminhados para Centro de Custódia da Capital

Marcia Jordan

28/11/2014 às 10:01

Irmãos de ministro Geller e ex-prefeito são encaminhados para Centro de Custódia da Capital

Os irmãos Odair e Milton Geller, apontados como membros de um esquema de comércio e exploração de lotes destinados a reforma agrária do Projeto de Assentamento Itanhangá estão presos no Centro de Custódia da Capital. No total, 52 mandados de prisão preventiva foram expedidos e 22 pessoas foram presas até o final da noite de quinta-feira, 27, em dez municípios de Mato Grosso. Os dois chegaram a unidade prisional, que abriga a 19 detentos, por volta das 23h.  Os irmãos foram abrigados em celas distintas.

A direção da unidade também confirmou que no local também se encontra o ex-prefeito da cidade de Lucas do Rio Verde, Marino Franz.  Ele foi preso no período da manhã por agentes federais. 

Já os dois irmãos, que estavam com mandado de prisão preventiva expedidos pela Justiça Federal, apresentaram-se na noite de quinta-feira à Superintendência da Polícia Federal, em Cuiabá. Ambos prestaram depoimento ao delegado de Defesa Institucional, Hércules  Ferreira, responsável pelas investigações que culminaram com a operação ‘ Terra Prometida”.  

De acordo com a Polícia Federal, com o objetivo de se obter a reconcentração fundiária de terras da União destinadas à reforma agrária, fazendeiros, empresários e grupos do agronegócio fazem uso de sua influência e poder econômico para aliciar, coagir e ameaçar parceleiros ambicionando seus lotes de 100 hectares, cada um avaliado em cerca de R$ 1 milhão.

Atesta a Polícia Federal que os investigados usavam de “ações ardilosas, força física e até de armas” para comprar os lotes a baixo preço ou invadiam e esbulhavam a posse destas áreas. Em seguida, com o auxílio de servidores corrompidos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), integrantes de entidades de classe, servidores de câmaras de vereadores e de prefeituras buscavam regularizar a situação do lote.

Os dois irmãos são acusados de comercializar 15 lotes de terras, empregando familiares e empregados, como ‘laranjas’ para obtenção da titularidade das áreas. A estimativa é de que cerca de R$ 1 bilhão seja o valor montante negociado pelo esquema com a destinação fraudolenta dos lotes. No total, de 1.149 lotes do projeto, pelo menos mil foram negociados em beneficíos a políticos e barões do agronegócio. 

Milton(1)

Fonte OlharDireto