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LATROCÍNIO

Acusado de matar professor em Juína é condenado a mais de 34 anos de prisão

O suspeito foi preso no mesmo dia do crime

Da Redação

19/12/2019 às 19:38

Acusado de matar professor em Juína é condenado a mais de 34 anos de prisão
reprodução

Harrison Patrick de Oliveira, de 19 anos, acusado de executar a golpes de faca o professor do IFMT Denis Alves de Farias, de 44 anos, no dia 17 de novembro do ano passado foi condenado a 34 anos e 8 meses pelos crimes de latrocínio, roubo e corrupção de menores.  O outro acusado do crime Vanderlei Justino Gonçalves, 21 anos, a justiça julgou extinta sua punibilidade.  

Harrison foi preso em flagrante no mesmo dia do crime enquanto recebia atendimento médico no hospital municipal, ele estava com vários ferimentos pelo porque entrou em luta corporal com o professor Denis que tentou se defender das agressões violenta. Para tentar se livrar do crime, ele disse à polícia na época que foi agredido por quatro rapazes próximo ao motel da cidade, porém os policiais civis descobriram a mentira e ele foi preso.

O crime de latrocínio também teve a participação de um menor de idade que foi apreendido no decorrer das investigações. Da residência do professor Denis, foi roubada a motocicleta XRE de cor vermelha, uma mochila com DVDs, tênis de futebol, notebook e outros pertences da vítima. Os materiais foram encontrados pela polícia.

O crime, conforme as investigações.

O professor Denis foi encontrado morto em sua casa, na Rua Umuarama, no bairro Módulo 5, em novembro do ano passado. No local, os policiais militares encontraram o portão fechado e na residência havia sinais de sangue por toda a casa. O imóvel também encontrava-se revirado. Em um dos quartos, o corpo do professor foi encontrado (nu), deitado sobre a cama com vários sinais de perfurações.

Segundo a apuração da época, o adolescente de 17 (J.M.C.F) e Harisson Patrick de Oliveira Ferreira estavam na casa da vítima e após consumo de bebida alcoólica e uso de entorpecentes executaram o professor com golpes de faca. Eles acabaram se ferindo também com cortes do objeto cortante.  

Os suspeitos roubaram a motocicleta da vítima e foram até a casa da mãe de Harisson. Em razão dos ferimentos, o rapaz foi levado pelo Samu até o hospital e contou uma versão inverídica e completamente contrária do que havia ocorrido, ou seja, alegou que ele estava em companhia do menor e nas proximidades de um motel foi atacado por quatro rapazes.

O notebook do professor foi localizado enterrado no fundo do quintal debaixo de um fogão velho. O aparelho foi levado pelos rapazes, mas o equipamento foi quebrado porque, os suspeitos acreditavam que no aparelho poderia haver imagens gravadas das câmeras de segurança da residência da vítima.  A ideia era vender o equipamento, no entanto notícias da morte de Denis tinham se espalhado pela cidade e então optaram por destruir e enterrar o aparelho visando apagar possíveis provas.

Na residência de Harisson foi localizado os documentos pessoais do menor, os quais foram apreendidos. A equipe de policiais também localizou Vanderlei Justino Gonçalves, 21 anos, na UPA, que relatou que o menor havia deixado em sua residência alguns pertences subtraídos da vítima. Ele levou os policiais até o local, onde foram apreendidos anéis e correntes pertencentes a vítima.

Denis Alves de Farias, era natural do estado de Pernambuco, foi professor de língua portuguesa, atuou por muito anos nas escolas estaduais de Juína e por último lecionou no IFMT Campus de Juína.