governador Otaviano Pivetta (Republicanos), reeleito no último domingo (4), prepara uma ampla revisão da estrutura do Governo com o objetivo de enxugar a máquina pública, reduzir despesas e tornar o Estado mais eficiente.
A expectativa é que um Projeto de Lei de reforma administrativa seja enviado para a Assembleia Legislativa até semana que vem, estabelecendo as regras e os critérios que deverão nortear o trabalho. Um decreto deve ser publicado até sexta-feira (9) para criar uma comissão de estudos sobre o assunto.
Segundo Pivetta, a medida será o ponto de partida para um diagnóstico financeiro, econômico e administrativo do Estado. O levantamento deverá analisar o tamanho atual da estrutura, os gastos com pessoal e custeio, a necessidade de cada órgão e os setores nos quais existe espaço para redução de despesas sem comprometer os serviços considerados essenciais.
O ex-secretário de Estado de Fazenda Rogério Gallo, que atuou como um dos coordenadores da campanha de Pivetta, deverá presidir a comissão encarregada de conduzir os estudos.
O grupo terá a missão de reunir e cruzar informações das diferentes áreas do Governo para apresentar um retrato detalhado da máquina estadual.
Entre os pontos que deverão entrar no levantamento estão a quantidade de servidores e cargos existentes, a estrutura das secretarias e demais órgãos, contratos, despesas administrativas e eventuais sobreposições de funções.
A partir desses dados, a comissão deverá apontar onde existem possibilidades de economia e quais áreas devem ser preservadas ou tratadas como prioritárias.
A revisão poderá resultar em redução de estruturas, despesas e também de pessoal, especialmente em cargos comissionados, embora a dimensão e o formato de eventuais cortes ainda dependam da conclusão dos estudos.
O decreto deverá justamente estabelecer a metodologia para que essas decisões sejam tomadas com base nos dados levantados pela comissão.
A iniciativa deve marcar o início da reorganização administrativa para o novo mandato de Pivetta, que começa em janeiro de 2027.
A intenção é chegar ao próximo ciclo de governo com uma estrutura mais enxuta e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e áreas consideradas prioritárias pela gestão.
Jonas da Silva / DC













































