Governo teria planejado “golpe dos maquinários” para usar mais de R$ 200 milhões na campanha política

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improbidade-e-rabandonor-de-obras-sepultam-desejos-de-maggi-e-silvalUm “dossiê sinistro” e um pen drive fazem parte de dois planos diabólicos para duas finalidades bilionárias e dois projetos políticos que não poderiam falhar. O então governador Blairo Maggi elegeria Silval Barbosa governador, e o vice-governador elegeria Blairo Maggi senador da República. Tudo pareceria normal se não fosse o que os planejadores exagerassem nas campanhas de mídia. Muita propagando chamou a atenção dos Ministérios Público Federal (MPF) e Estadual (MPE). Blairo, em pleno ano político ofereceu quase 11 vagas no Governo que estava terminando, e Silval Barbosa não perdeu tempo, junto com o parceiro comprara mais de R$ 1 bilhão em máquinas pesadas e ônibus escolares para distribuir de graça para quase todas as Prefeituras do interior do Estado de Mato Grosso. E daí, quem teria coragem de não votar nesses dois governantes fenomenais, empreendedores, futuristas. Os tiros saíram pela culatra. A reportagem do Portal de Notícias 24 Horas News encontrou uma fonte que vai contar tudo porque sabe de tudo. Ele, que nós vamos tratá-lo como “Sombra” estava dentro do “campo de jogo político” e comprovou toda a corrupção montada e desencadeada pelo próprio Governo de Mato Grosso.

Com trânsito livre dentro das principais secretarias do Governo, principalmente na Fazenda, na Casa Civil e Administração e Infraestrutura, Sombra também andava quase que “colado” com Vilceu Marchetti, o homem apontado como idealizador do Projeto Mato Grosso 100%, que antes de morrer já era tratado como “Homem-Bomba” devido seu envolvimento com o que ficou conhecido como “O Escândalo dos Maquinários”. Já como ex-secretário de Infraestrutura, Vilceu Francisco Marchetti, na época com 60 anos, foi executado a tiros na noite de uma segunda-feira, sete de julho do ano passado. Ele estava em companhia de outras pessoas, entre elas um sócio, na Fazenda Mar Azul, a 40 km do Distrito de Mimoso, município de Santo Antônio do Leverger (a 34 quilômetros ao Sul da Capital), região conhecida como Capoerinha.

Sombra é taxativo ao afirmar: “O senhor Marchetti foi usado como bode expiatório. Foi ele o escalado para cobrar a propina que ninguém queria pagar, pois todos entraram no negócio legalmente, sem sequer imaginar que o próprio Governo iria superfaturar as contas pagas pelas máquinas e pelos ônibus. E foi a partir daí que começou a confusão no plano do Projeto Mato Grosso 100% junto com o concurso público realizado na mesma época para a contratação de quase 11 funcionários. Os dois golpes foram mesmo para eleger o Blairo e o Silval”, afirma.

 Conta a fonte, que acompanhou algumas negociações e garante que todos, ou quase todos os empresários se recusaram a receber as contas superfaturadas para depois devolver, não apenas R$ 44 milhões como falam por ai, mas cerca de R$ 200 milhões de propina. “Os caras (os empresários) queriam o dinheiro deles, da venda deles, dos lucros deles, e não o dinheiro da propina para depois devolver e se envolverem ainda mais em rolos”, conta a fonte.

A fonte explica ainda que o negócio funcionária assim: O Governo queria que os empresários em bloco assinassem uma nota fiscal fria com um valor muito acima do valor dos maquinários vendidos, mas que os empresários recebessem apenas o valor de mercado das máquinas vendidas. “Só que o Governou só mandou falar isso, via Marchetti para os empresários depois que ele mesmo já havia superfaturado as contas, fazendo daí em diante uma bagunça geral, gerando muita confusão, até porque além do medo de se envolverem em escândalo como acabou acontecendo, a maioria dos empresários nem sabia o que estava acontecendo, sinceramente”, destaca.

Sombra conta que não se lembra de todos os nomes, mas de três casos ele se lembra muito bem, pois estava junto com o Marchetti e em um dos casos quando um empresário deu um murro na mesa e saiu gritando palavrões. “A maioria não aceitava entrar no jogo, mas foi obrigado a entrar porque o negócio já estava fechado. Lembro também de um empresário baixinho, que só lembro que o chamavam Pérsio, que se eu não me engano seria dono da Extra Caminhões; do dono da Mônaco, cujo nome eu não me lembro, mas sei que ele não mora em Cuiabá, e esse homem que deu um soco na mesma cujo nome da empresa dele eu também não me lembro, mas todos estavam revoltados com a negociata do Governo”, prossegue.

Cauteloso, Sombra também diz não acreditar que a morte de Vilceu Marchetti esteja ligada a uma simples futilidade conforme estão contando. Ele conta, que depois que a “bomba” estourou, várias pessoas, entre ela o próprio Marchetti passaram a ser ameaçadas de morte, não diretamente, mas pelas entrelinhas e recadinhos maliciosos, dentro e fora do Governo. Segundo ainda a fonte, há quem diga que “a casa dos maquinários só caiu” depois das delações premiadas, o que para Sombra não é verdade.

“Mentira. Ninguém delatou nada diretamente antes da bagunça que o próprio Governo pariu e não deu conta de criar. Isso vazou para a imprensa é a merda fedeu para valer, chegando até os Ministérios Públicos Estadual e Federal, que ainda deram um tempo, para depois a bomba estourar de vez. Digo isso porque eu sou testemunha – embora não apareça no papel -, de casos de gritos entre empresários que não queriam entrar na marmelada e o Governo, que não escondeu que o dinheiro que o próprio Governo superfaturou era para as campanhas eleitorais de Blairo Maggi e Silval Barbosa. Eu vi e ouvi o senhor Marchetti falar isso para os empresários”.

Questionado sobre o por que ele achava que o Vilceu Marchetti foi apenas um “bode expiatório”, Sombra fez uma espécie de explanação sobre o caso dos maquinários. “Veja bem. Primeiro passo: os empresários não queriam entrar na marmelada, mas foram obrigados. Segundo: Os empresários entraram, mas tiveram que devolver que eles não queriam receber.

 Todo esse material jornalístico faz parte de um dossiê de uso exclusivo da Polícia Fazendária e pen drive encontrado no milionário apartamento de um empresário que não mora em Mato Grosso. Todas as pessoas citadas neste reportagem, inclusive o ex-governado Silval Barbosa e o ´também ex-governador e atual senador Blairo Maggi foram procurados, mas não foram localizados. 

Fonte24horasnews

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