Fantástico atribui a Riva, Éder e Silval desvio de R$ 640 milhões

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fantasticoNuma ampla reportagem de 12 minutos na noite deste domingo, o programa Fantástico (Rede Globo) revelou dados sobre os mais variados assuntos ligados a corrupção existente em Mato Grosso nos últimos anos. Os alvos da reportagem do jornalista Eduardo Faustini no quadro “Cadê o Dinheiro que estava aqui?” foram o ex-secretário Éder Moraes Dias, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), deputado estadual Mauro Savi (PR) e ainda o ex-presidente da Assembleia Legislativa, ex-deputado estadual José Riva (PSD), preso na tarde de ontem.

O grupo é acusado de um esquema que teria gerado desvios de R$ 640 milhões nas obras do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e também através de gráficas que prestaram serviços ao Governo do Estado e Legislativo. O programa mostrou trechos de um depoimento de Éder Moraes ao Ministério Pùblico Estadual em que assume que receberia propina de R$ 10 milhões nas obras do VLT e Arena Pantanal.

O executivo é apontado como “resolvedor de problemas” e que cumpria ordens do ex-governador Silval Barbosa. Também foi citado que Éder Moraes usaria o dinheiro para comprar apoio de deputados no parlamento. Éder Moraes também aparece pedindo anulação de sua delação ao MPE por não ter sido indicado ao TCE. 

O empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o “Júnior Mendonça” confirmou ter feito cerca de R$ 500 milhões em empréstimos para autoridades através de “bancos piratas”. Ele ainda revelou que o ex-deputado Jospe Riva possui uma dívida de R$ 5,721 milhões numa nota promissória assinada por Riva e Mauro Savi.

O Ministério Pùblico Federal destacou que R$ 100 milhões já foram bloqueados através de cinco ações penais já movidas em decorrência da “Operação Ararath”. Riva é citado ainda como maior ficha suja do páis com mais de 125 processos na Justiça.

VLT

Em relação especificamente ao VLT, o programa abordou que o modal de transporte tem custo previsto de R$ 1,5 bilhão e que para concluir serão necessários mais R$ 500 milhões no mínimo. O BRT, que deveria ser o modal inicial, custaria R$ 322 milhões. “A mudança do projeto foi feita às pressas e de forma criminosa”, declarou o MPF acrescentando que a capital de Mato Grosso tem um “rasgo” no trânsito.

Também foram citados falhas nos viadutos da Sefaz e UFMT. Um engenheiro prevê mais quatro anos para a conclusão do VLT que acabará custando a “bagatela” de R$ 2 bilhões.

GRÁFICAS

Foi mostrada uma cartilha feita com “erros grosseiros” como por exemplo a falta de espaço entre as palavras. O promotor Gilberto Gomes cita que em dois anos o Governo do Estado e Assembleia Legislativa gastaram R$ 140 milhões com empresas do setor gráfico. 

Um dos empresários que participou do esquema revelou que 75% dos valores supostamente gastos. “O objetivo era desviar o dinheiro público sendo que 25% ficavam com as gráficas e 75% retornavam para o presidente da Assembleia Legislativa”, diz o “sombra”, ao comparar que as cartilhas dariam para ir de Cuiabá a São Paulo.

Todos citados na reportagem negaram qualquer tipo de fraude. Ao final, a matéria fez uma análise interessante colocando que o dinheiro supostamente desviado daria para executar várias obras como por exemplo o Hospital Central de Cuiabá, que está parado há 30 anos, mas será retomado por determinação do governador Pedro Taques (PDT).

Fonte – Folha Max

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