Empresário nega propina ao atual Governo e diz temer “garimpeiro Silval”

5c9da1136d7ff805d3c303dec6b2cba7A juíza Selma Rosane Santos Arruda, da 7ª Vara Criminal, dá sequência aos depoimentos de testemunhas na ação penal referente a 2ª e 3ª fase da “Operação Sodoma”. Estão previstas as oitivas dos empresários João Batista Rosa e Willians Paulo Mischur.

Ambos são delatores do esquema investigado na Operação Sodoma e afirmaram que foram “obrigados” a pagar milhões de reais em propina ao grupo criminoso chefiado pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

Rosa foi fundamental para a deflagração da 1ª fase da “Sodoma”, que levou a prisão o ex-governador Silval Barbosa e os ex-secretários Pedro Nadaf e Marcel de Cursi. Ele revelou ter sido extorquido em R$ 1,8 milhão para obter incentivos fiscais ao Grupo Tractor Parts.

Já Mischur foi preso na 2ª fase da “Operação Sodoma” sob alegação de participar de um esquema fraudulento na compra de um terreno de R$ 13 milhões junto com o ex-secretário César Zílio, também delator. Mischur foi solto após firmar colaboração premiada com o Ministério Público.

Ele revelou que pagava R$ 500 mil por mês ao grupo político do ex-governador Silval Barbosa. Ele contou que se reuniu por duas vezes com o ex-chefe do executivo para discutir a propina. O depoimento foi utilizado para decretar uma nova prisão contra o ex-governador.

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16H42 – O empresário explica que só assinou o contrato do terreno, mas não participou da compra da área. Termina o depoimento.

16H37 – Mischurs garante que somente foi orientado por Silval a repassar a propina. Volta a falar que o R$ 1 milhão apreendido seria para o aniversário da filha e uma viagem aos Estados Unidos.

16H23 – Apesar de ter se reunido por duas vezes, Willians frisa que nunca entregou dinheiro ou cheques diretamente para Silval Barbosa. Também nega que tenha se sentido ameaçado pelo ex-governador nos encontros.

16H15 – Willians confirma ter se reunido duas vezes com Silval, sendo uma no apartamento e outra no palácio Paiaguás. Ele garante ter sido coagido por César Zílio a assinar o contrato. “Ou assina ou vai dar merda”, comentou.

16H10 – O empresário explica que faturava bruto entre R$ 700 mil e R$ 800 mil por mês com o contrato de consignados, sendo que devolvia R$ 500 mil através de propina para membros do grupo de Silval Barbosa. Garante que sobrevivia financeirmante em decorrência de atender outros estados e municípios, já que em Mato Grosso quase não dava lucro.

16H03 – Advogados de defesa dos réus praticamente repetem perguntas. Muitos dos questionamentos são indeferidos pela juíza. Oitiva está forma do final.

15H55 – A juíza repreende o advogado Vítor Azevedo, que atua na defesa de Silvio Correa, e gostaria de saber se Willians Mischur tem casa na região do Manso, número de contas bancárias e quanto recebia por mês dos bancos através do contrato com o Governo.

Selma Arruda considera as perguntas constrangedoras por terem cunho pessoal. O empresário ainda ironiza o advogado dizendo que se falar tudo de sua vida pessoal terá que se mudar de Cuiabá. Ele esclarece que não chegou a assinar os contratos propostos por César Zílio para legalizar o terreno de 10 mil metros quadrados em Cuiabá.Conta que sobreviveu graças ao fato de que noutros estados não pagava propina para gestores públicos.

15H46 – Willians diz desconhecer como César Zílio formulou os contratos para tentar dar legalidade aos terrenos na avenida Beira Rio. . “Meus 15 advogados também não leram antes de eu assinar porque a pressão era muito grande”, frisa.

15H35 – Conta que só esteve uma vez com Sílvio Correa e que nunca recebeu ameaças apesar de achá-lo um homem bravo. Ele também nega qualquer propina para integrantes da gestão do governador Pedro Taques. “Nunca tive relacionamento com esse governo para pagar propina”, frisa. Mischurs ainda acrescenta que teme o ex-governador pelo fato de ter sido garimpeiro e também por ter pessoas perigosas ao seu lado.

15H31 – Preso na segunda fase da “Operação Sodoma”, em fevereiro deste ano, o empresário disse que não foi ameaçado por ninguém na cadeia pública do Carumbé. Sobre o R$ 1 milhão apreendido em sua residência no dia da detenção, o empresário dispara que “precisa ser perdoado por ter o valor e pode”.

Ele acrescenta que estava com restrições bancárias e que a fortuna é costume de família sendo que o montante seria utilizado para festa de aniversário de sua filha. “Sempre tive o costume de família de pagar tudo à vista. Aliás, não foram R$ 1 milhão, mas R$ 1,2 milhão mais dólares”, assegurou.

15H25 – O empresário garante que nunca cometeu nenhum prejuízo ao Estado. Ele reclama que teve o contrato de consignados dos servidores públicos rescindido na gestão do governador Pedro Taques (PSDB). “Estou perdendo tudo o que eu tinha”, detalha. Ele acrescenta que Silval tinha uma dívida com Riva que foi pagar por ele.

15h20 – Willians comenta que, após ter pago as extorsões para Riva, nunca mais foi extorquido por ninguém em Mato Grosso. “Não sabia o quanto Riva era poderoso e depois que ecertamos tudo parou. Riva nunca me pressionou. Encontramos uma vez e acertamos”, disse. Garante não conhecer o ex-prefeito de Várzea Grande, Wallace Guimarães,. O empresário ressalta o “grande beneficiado com os serviços” de sua empresa eram os servidores públicos.

15H08 – Mischurs também nega qualquer propina para o ex-secretário de Fazenda, Marcel Souza de Cursi, que também está preso.
15H01 – O empresário esclarece que o ex-chefe de gabinete Sílvio Correa nunca lhe ameaçou. Ao mesmo tempo, diz que Tiago Dorileo nunca lhe pediu nenhuma vantagem indevida.

14H53 – Mischur conta que aceitou pagar propina também para que não tivesse a empresa declarada inidônea. “Presto o serviço em todo país e nunca tive reclamações. Como deu problema, o Governo nãoa ssinou mais contrato comigo e hoje as consignações estão paradas”, salienta. Diz que assinou o contrato de Zílio sem ler porque não gosta e paga seis advogados para “lerem todos documentos”.

14H45 – O empresário revela que o ex-secretário César Zílio foi em seu escritório “muito nervoso falando ia dar merda e perder tudo”, pois a Polícia Civil havia encontrado cheques da Consignum. Foi quando César lhe pediu que assinasse um contrato juntamente com o pai do ex-secretário asumindo a propriedade de um terreno adquirido na avenida Beira Rio, em Cuiabá, no valor de R$ 13 milhões e que havia sido comprado com propina de empresas. “Eu fiquei apavorado e assinei os dois contratos”, desabafou, ao dizer que somente depois César lhe informou que se tratava de um terreno.

14H42 – Mischurs recorda quem um dia César Zílio estava pressionando para aumentar a propina e chamou o chefe de gabinete Sílvio. Em frente aos dois, o empresário disse que não conseguia aumentar de R$ 500 mil para R$ 700 mil.

14H39 – O dono da Consignum ainda fala que Cordeiro sempre teve o papel de direcionar licitações e era “peça chave” na organização criminosa chefiada por Silval. “Cordeiro sempre me disse que era quem mandava na SAD”, retratou.

14H33 – Willians comenta que antes de 2014 não sabia que Riva estava envolvido na propina. O empresário revela que o adjunto Cordeiro queria receber R$ 30 mil todo mês de propina. “O Cordeiro foi na minha casa e disse que não estava sendo valorizado. Reclamou que ele fazia todo processo para o governador. Daí eu respondi que não tinha como pagar”, frisou.

A partir dái, Mischurs conta que Cordeiro o mandou tomar cuidado e que um caminhão podia atropelar o filho do empresa´rio. “Eu temia que algo pudesse acontecer e mandei blindar meus dois dois carros”, declara ao assumir que ainda tem medo de Silval, Sílvio Correa, Cordeiro de todo mundo.

14H29 – O empresário detalha que o então secretário adjunto da SAD, José Nunes Cordeiro, que também está preso, era quem conduzia as licitações. Diz que repassou ao ex-deputado Rivba R$ 2,5 milhões em propina. Ele confirma conhecer o empresário Fábio Drumond Formiga, dono da empresa Zetra Soft e que gosatria de assumir sua vaga. Acrescenta que a propina passou a ser entregue a Pedro Elias porque Silval lhe disse que César Zílio não estava sendo justo.

14H24 – Mischurs comenta que “ficou sabendo” que a empresa Zetra estava oferecendo R$ 1 milhão de propina por mês para assumir o contrato da Consignum e que Riva gostaria de colocar a empresa de Mias Gerais. “Eu disse que não tinha condições de pagar esse valor”, afirma.

14H21 – O empresário conta que nesta reunião com Riva e Pedro Elias fez os cheques e entregou para o ex-deputado. No entanto, ele comenta que os cheques foram repassados a outra pessoa e que o lobista Thiago Dorileo recebeu comissão no valor de R$ 100 mil por participar do negócio.

14H18 – Willians agora revla que em 2014 encontrou o bacharel em Direito, Thiago Dorileo, que lhe disse que o “negócio dos consignados” passaria a ser controlado pelo então presidente da Assembleia Legislativa, José Riva.

“O Thiago me levou até Riva. Daí, o deputado me disse que o meu contrato era dele. Daí marcamos uma nova reunião até com Pedro Elias. Neste encontro, me falaram que o contrato realmente era do Riva para pagar dívidas de campanha e que todos cheques deveriam ser adiantados. Todos encontros foram na casa de Riva no bairro Santa Rosa.

14H16 – O empresário acrescenta que a reunião foi no apartamento de Silval no bairro Jardim das Américas. Conta que pagou R$ 600 mil em atrasados da propina já para Pedro Elias. “O pagamento foi feito na garagem da minha casa”, frisou, ao explicar que comunicou César Zílio de que ele não receberia mais a propina.

14H10 – Willans comenta que, após a orientação de Silval para manter a entrega da propina de R$ 500 mil para Zílio, houve outra confusão por parte de Pedro Elias que queria receber a fortuna. “Um dia o Pedro foi na minha casa a noite me acordou. Daí, me levou ao prédio do governador e subi no apartamento. Silval me disse que dali para frente o repasse seria feito para Pedro Elias”, assinalou ao reconhecer que comentou alguns atrasos no pagamento da propina porque estava havendo outra licitação.

14H05 – O empresário diz que esperava que paagria a propina mensal de R$ 500 mil somente até Zílio quitar a dívida de campanha de Silval, “mas esse período nunca acabava”. “Quando eu pedia para reduzir os pagamentos, o César me dizia que ia trocar de empresa”, assinala ao revelar que mesmo após deixar a SAD e ir para a MT-PAR César Zílio continuou recebendo a propina. Quando Pedro Elias Domingos assumiu a SAD, houve a confusão porque Pedro começou a procurá-lo dizendo que “agora seria com ele”.

“Contei ao César a pressão do Pedro e ele me disse que deveria mesmo resolver com Pedro. Daí, o Pedro me levou ao governador. Daí, o Silval me perguntou quantos eu estava pagando ao César. Eu Respondi R$ 500 mil. Daí, o Silval falou que estava tudo certo. O encontro foi no palácio Paiaguás. Eu também perguntei ao Silval quem estava no controle e ele respondeu o César”, disse.

14H01 – Diante da propina mensal de R$ 500 mil, Mischurs garantiu que praticamente prestou o serviço de “graça” em Mato Grosso e que se não tivesse outros estados não conseguiria sobrevive rempresarialmente. “Tive que pagar porque senão iria perder o contrato dentro de casa e isso seria muito ruim para minha empresa no país”, desabafou.

13H58 – Mischurs reafirma que no segundo semestre de 2011 o secretário de Administração à época, César Zílio, lhe procurou e disse que tinha dívidas de campanhas de Silval Barbosa para serem pagas. . Zílio, então, pediu, uma propina mensal de R$ 700 mil sobre o contrato com a Consignum e ameaçou dizendo que já havia outra empresa para entrar no lugar.

“Eu disse a ele que R$ 700 mil era pesado. Daí, fechamos R$ 500 mil e só aceitei porque ele disse que eu seria retirado caso não contribuisse. A pressão foi muito grande e paguei em cheques no começo e depois paguei em dinheiro porque não queria ver cheques meus circulando. Eu entregava a propina dentro do gabinete ou na sede da Consignum”, disse.

13H52 – O empresário esclarece que não recebe nenhum centavo do Estado pela prestação do serviço, mas dos bancos que oferecem os empréstimos consignados para servidores. Ele presta o mesmo serviços nos estados do Maranhão, Roraima e Santa Catarina e até a semana passada Mato Grosso.

13H48 – A juíza Selma Rosane Arruda inicia a oitiva esclarecendo que Willians Mischur depõe como vítima da organização criminosa chefiada pelo ex-governador Silval Barbosa. Ele explica como são desenvolvidas as atividades da empresa Consignum na intermediação de empréstimos consignados para servidores do Estado. Willians detalha que os empréstimos são feitos pelos bancos e que sua atuação basicamente é evitar os servidores fiquem inadimplentes devido ao excesso de empréstimos.

13H40 – O empresário Willians Paulo Mischur, dono da empresa Consignum, já está na sala de audiências para prestar depoimento. A juíza proibiu a realização das imagens dele.

 

 

 

Fonte Folhamax

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