Blairo nega saída de Ministério da Agricultura e mira reeleição em 2018

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Apesar de abatido pelas acusações de delatores da Odebrecht na Operação Lava Jato, o ministro Blairo Maggi (PP) não vai deixar o ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e nem vai modificar seu projeto de reeleição ao Senado, em 2018. É o que ele tem afirmado em entrevistas à imprensa local e nacional.

À revista Veja, Maggi admitiu que por sua vontade pessoal, sairia do staff do presidente Michel Temer (PMDB), no entanto, após a deflagração da Operação Carne Fraca, pela Polícia Federal, tem se empenhado em reposicionar a imagem do Brasil no mercado internacional.

“Pela minha simples vontade sairia, ficar significa um enorme esforço íntimo. Não é fácil passar por uma acusação injusta. Mas tenho um setor inteiro que confia no meu trabalho e não pode ser mais afetado neste momento”, disse.

No caso da recandidatura ao Senado Federal, Blairo disse à Rádio Capital FM, nesta terça-feira (18), que os projetos futuros na política continuam os mesmos. “Eu não vou mudar toda a minha vida porque de um dia para o outro surgiu uma coisa que era inesperada”.

Segundo o ministro, a situação de figurar como investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por conta de suspeita de recebimento de dinheiro da Odebrecht para uso em caixa dois de campanha eleitoral jamais foi cogitada. “Eu, sinceramente, jamais esperaria estar numa situação dessa uma semana atrás.

Mas já que aconteceu, eu preciso reagir, eu preciso demonstrar toda a minha confiança. Eu vou conseguir provar que não tenho nada a ver com isso”, asseverou.

Blairo Maggi ainda se diz confiante de que não chegará a ser processado, ou seja, que ainda na fase de inquérito, conseguirá provar sua inocência. “São várias etapas agora. A Justiça, para abrir um processo, tem que ter embasamento não só de palavras. (…) Eu estou confiante de que já nos primeiros debates eu consiga provar que não há nexo causal. Não há nada que me liga com isso. Cabe a quem acusa comprovar o que está dizendo, cabe a eles o ônus da prova”, defendeu.
 

Fonte Gazeta

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