Bancada de MT se divide sobre votação de impeachment de Dilma

Com a instauração do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) através do juízo de admissibilidade realizado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), caberá primeiro aos deputados federais e depois aos senadores, se os primeiros aprovarem a votação da denúncia formulada pelo ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso do PSDB, Miguel Reale Jr e pelo ex-presidente do PT, Hélio Bicudo.

A bancada de Mato Grosso, composta por oito deputados federais em um universo de 513 parlamentares é diminuta.

Já no caso do Senado, todos os Estados tem representação idêntica, ou seja, três senadores, portanto, cada um deles tem peso em seu voto. A Câmara Federal com a admissibilidade do presidente montará uma comissão de 66 deputados indicados pelas bancadas.

Essa comissão remeterá ao plenário a decisão que precisa de 342 votos entre 513 deputados, portanto, se a presidente Dilma Rousseff tiver 171 votos a seu favor o processo de impeachment será arquivado. “É preciso tirar a espada da cabeça da presidente Dilma.

A sociedade não aguenta mais essa indefinição. Então acho que iniciado o rito se terá uma decisão em definitivo pelo bem do povo e do país que passará por momentos de instabilidade ainda maiores, ou alguém acredita que os investidores internacionais manterão seus recursos aqui diante de uma instabilidade política como essa”, questionou o deputado Valtenir Pereira (PMB) que sinalizou não ter uma posição definitiva em relação ao processo de impeachment.

Já para o deputado Adilton Sachetti (PSB) as coisas estão muito nebulosas. “Não se sabe o que está se julgando. Precisamos conhecer da denúncia, dar o direito da defesa para então colocarmos nosso voto”, disse Sachetti.

O socialista lembrou que os apontamentos feitos pelo Tribunal de Contas da União – TCU são sérios, mas não se sabe se suficientes para se falar na retirada do mandato de uma presidente eleita. O coordenador da bancada de Mato Grosso, Ezequiel Fonseca (PP), disse que a situação toda preocupa, principalmente sob a ótica do país ficar paralisado.

“Há meses a crise só aumenta diante da falta de decisão do governo e do próprio Congresso Nacional. Minha preocupação é não deixar que o país se afunde ainda mais por questiúnculas políticas”.

Para o mais antigo deputado federal, Carlos Bezerra (PMDB) ainda é cedo para se ter uma convicção formada a respeito das investigações. “Vamos ter que ser responsáveis com o Brasil e com a população. Precisamos analisar as denuncias e tomar decisão em comum acordo, pois o país e a população não podem pagar mais uma conta se o erro cometido for o do Congresso Nacional”, ponderou Carlos Bezerra.

O senador José Medeiro, líder do PPS, sinalizou que não é uma questão meramente de se afastar a presidente da República, mas sim de repor a condição de governabilidade perdida pela mesma a partir do momento que deixou de tomar as decisões necessárias e preferiu se esconder em fórmulas administrativas que deram errado.

Se a Câmara Federal aprovar o impeachment com 342 votos, a matéria vai ao Senado, que então formará uma comissão e analisará a denúncia e em sessão presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, precisa obter 54 votos para cassar o mandato da presidente.

Fonte Folhamax

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