Secretaria de Saúde confirma uma morte por Influenza em Cuiabá

Uma pessoa morreu em Cuiabá, e outros sete em outras cidades de Mato Grosso, entre março e abril de 2018, vítimas do vírus influenza. A Secretaria de Estado de Saúde confirmou, nesta terça-feira (10), que a Vigilância Epidemiológica estadual recebeu 42 notificações de casos suspeitos de influenza em Mato Grosso.

Deste total, até o momento, estão em acompanhamento e sob investigação da vigilância 21 casos suspeitos de gripe influenza. O vírus causador seria o H3N2, que já circulou nos Estados Unidos e agora chega ao Brasil. A pessoa que morreu em Cuiabá, no entanto, foi vítima do vírus H1N1.

Dos casos sob investigação, um foi registrado em Tangará da Serra, cinco em Cuiabá, um em Juína e um em Várzea Grande. Um paciente de Colniza foi transferido para Cuiabá e apresenta sintomas da doença e está com quadro de saúde de melhora.

Dos dezoito casos confirmados pela Vigilância Epidemiológica como sendo de influenza, treze evoluíram para a cura. Dois deles são irmãos, e estão internados em um hospital particular de Cuiabá. O hospital já confirmou o diagnóstico de influenza.

Para se ter a certeza sobre se os casos são ou não de Influenza, os Escritórios Regionais de Saúde auxiliam os municípios no atendimento e no encaminhamento dos materiais coletados para exames que são realizados pelo Laboratório Central do Estado (LACEN), em Cuiabá. O resultado dos exames deve ser conhecido em até 28 dias.

Alessandra Moraes, coordenadora de Vigilância Epidemiológica da SES, explica que o serviço de Vigilância Nacional (CIEVS), do Ministério da Saúde, foi comunicado dos casos suspeitos e dos que foram confirmados até o momento. Além disso, a Vigilância orientou os municípios a realizarem o serviço de bloqueio em todos das famílias dos pacientes atendidos.

A SES solicitou ao CIEVS que encaminhe para Mato Grosso uma equipe técnica do EPSUS, que realiza o serviço epidemiológico de campo, para auxiliar os municípios onde ocorrem as mortes de pacientes com suspeita da gripe influenza H3N2.

Vacinação

A campanha de vacinação contra a gripe influenza será realizada em todo o país a partir do dia 23 de abril, sendo que o ‘Dia D’ será em 12 de maio. “Esse tipo de vacina não pode ser estocada porque é fabricada para atacar determinado vírus da doença e para aquele ano de vacinação”, explica Alessandra.

O público prioritário das vacinas serão os idosos, crianças com até cinco anos de idade, gestantes e profissionais da saúde e da educação. Quem não puder tomar a vacina deve se consultar e receber medicamento na rede municipal de saúde.  A vacina é aplica em dose única e combate três vírus diferentes da gripe influenza e previne a doença.

“A vacina é fundamental para prevenir a doença e para diminuir a gravidade da influenza naquelas pessoas que já estão com o vírus incubado no organismo”, ressaltou Alessandra Moraes.

Transmissão

De acordo com informação da Vigilância Epidemiológica, a transmissão dos vírus influenza se dá por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz).

Para evitar a contaminação, o Ministério da Saúde orienta à população a adotar cuidados simples, como lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto; não compartilhar objetos de uso pessoal; além de evitar locais com aglomeração de pessoas.

Os sintomas da influenza são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.

Ao primeiro sintoma de gripe ou de um quadro de síndrome respiratória aguda grave, e que podem evoluir para a influenza, é necessário procurar imediatamente a unidade de saúde municipal mais próxima.

Dados nacionais

Em 2018, até 31 de março, foram registrados 228 casos de influenza em todo o país, sendo 41 em Goiás. No mesmo período, foram 28 óbitos, sendo 4 em Goiás. Do total, 57 casos e 10 óbitos foram por H3N2. Em relação ao vírus H1N1, foram registrados 84 casos e 8 óbitos. Ainda foram registrados 50 casos e 6 óbitos foram por influenza B e os outros 37 casos e 4 óbitos por influenza A não subtipado.

No mesmo período de 2017 foram registrados 276 casos de influenza no país, com 48 óbitos. Desse total, 21 casos e 6 mortes foram por h1n1; 158 casos e 20 óbitos por h3n2; 63 casos e 21 óbitos por influenza B; e 34 casos e uma morte por influenza A não subtipada.

O Brasil possui uma rede de unidades sentinelas para vigilância da influenza, distribuídas em serviços de saúde de todas as unidades federadas, que monitoram circulação do vírus influenza por meio de casos de síndrome gripal (SG) e síndrome respiratória aguda grave (SRAG).

Comentários