Presidente da Câmara promete trancar pauta até Executivo atender professores Municipais

Foto: Maurício Vitorino

O Presidente da Câmara Municipal de Sinop, Ademir Debortoli (MDB), disse na sessão ordinária realizada nesta segunda-feira (23), que a pauta está trancada para os projetos encaminhados pela Prefeitura Municipal ao Legislativo, tal afirmação foi feita também em coletiva a imprensa.

Ademir Debortoli disse que a Prefeitura precisa receber os Profissionais da Educação e debater o assunto, sendo possível atender as reivindicações dizer sim e se não tiver como atender dizer não de forma tranquila e transparente. Para o Presidente da Câmara “empurrar o problema” não ajuda neste momento de crise.

A próxima sessão ordinária foi antecipada para sexta-feira (27) pela manhã,  já que segunda-feira (30) é ponto facultativo na Câmara Municipal, Debortoli garantiu que não entra projeto do executivo em pauta uma vez que a sessão será pela manhã.

“O Executivo Municipal enviou um projeto com urgência para a Câmara mas não vou colocar em apreciação até que a Prefeitura receba os professores, não receber a categoria dos educadores só piora a crise, é necessário agir com a verdade se for possível atender diga sim, caso contrario diga não e é o que esperamos da Prefeitura.” Disse Ademir Debortoli ao Só Informação.

A reunião entre Prefeitura Municipal e o Sintep (sindicato que representa os educadores), está marcada para sexta-feira (27) a tarde, os vereadores prometem participar da reunião.

A greve da Rede Municipal de Ensino foi deliberada no dia 16 de abril e de acordo com o Sintep, a principal cobrança dos profissionais é quanto à redução da jornada de trabalho dos professores e dos técnicos. No dia 19 de abril a desembargadora do TJ, Helena Maria Bezerra Ramos concedeu limiar em sede de antecipação de tutela determinando retorno imediato dos servidores e estipulou multa diária de R$ 10 mil reais e crime de responsabilidade a presidente da sub sede do Sintep em Sinop.

Diante dos fatos os grevistas da Educação estiveram na sessão ordinária desta segunda-feira, exigindo dos vereadores apoio ao movimento já que a lei que fala da redução da carga horária dos profissionais da educação foi aprovada pela Câmara na legislatura passada. A Prefeita Rosana Martinelli (PR), em entrevista disse não poder atender as reivindicações da categoria por ter problemas com o limite prudencial do município o que implicaria em Crime de Responsabilidade Fiscal.

 

Da redação Marcia Jordan

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