Friboi doou R$ 3,2 milhões para 9 parlamentares eleitos de MT em 2014, dos Federais Leitão e Fonseca foram exceções

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Responsável pela delação que pode derrubar o presidente da República Michel Temer (PMDB) e que fez com que Aécio Neves (PSDB) fosse afastado do Senado, a JBS movimentou R$ 3.263.737,50 milhões apenas entre os candidatos vitoriosos ao Legislativo estadual e federal, segundo informações do Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Um senador, seis deputados federais e três deputados estaduais de Mato Grosso receberam dinheiro da empresa para financiarem suas campanhas. Os Deputados Federais Nilson Leitão (PSDB) e Ezequiel Fonseca (PP) , foram os únicos que não receberam doações do Grupo JBS.

Apenas Carlos Bezerra (PMDB) recebeu valores diretamente do frigorífico. Entre os principais candidatos ao Governo do Estado, apenas um recebeu dinheiro da JBS, no caso o ex-vereador Lúdio Cabral (PT), que perdeu a disputa em 2014.

Na bancada federal, além de Bezerra, que recebeu R$ 1 milhão, sendo R$ 500 mil diretamente da JBS e outros R$ 500 mil por intermédio do diretório nacional do PMDB, também receberam valores da empresa os deputados Ságuas Moraes, do PT (R$ 150 mil, através do diretório estadual do partido), Victório Galli, do PSC (R$ 30 mil, através do diretório estadual do partido), Valtenir Pereira, do PMDB, mas eleito pelo PROS (R$ 50 mil, através do diretório nacional do seu antigo partido), além de Fábio Garcia, do PSB (R$ 150 mil através do diretório estadual do partido) e Adilton Sachetti, também do PSB (R$ 50 mil através do diretório estadual do partido). O senador Wellington Fagundes foi o que recebeu o maior volume de dinheiro da JBS, num montante de R$ 1,4 milhão, em três parcelas, sendo todas elas recebidas através do diretório nacional do PR.

A primeira delas, no dia 17 de julho de 2014, foi de R$ 500 mil. No dia 17 de setembro do mesmo ano, outra doação de R$ 400 mil foi feita a sua campanha. No dia 2 de outubro, três dias antes da eleição, o último aporte, desta vez de R$ 500 mil, foi feito a conta de campanha do republicano.

Dos 30 deputados estaduais com cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, apenas três receberam dinheiro da JBS em suas campanhas. O presidente da Casa, Eduardo Botelho, do PSB, foi o que mais recebeu do frigorífico (R$ 350 mil, através do diretório estadual do partido).

Allan Kardec, do PT, e Mauro Savi, do PSB, também tiveram recursos da JBS em suas campanhas e ambos receberam através do deputado federal Carlos Bezerra. Kardec recebeu R$ 77 mil, enquanto Savi ficou com R$ 6.737,50 mil.

Na campanha para governador, apenas Lúdio Cabral recebeu dinheiro da JBS, para sua campanha. O petista teve ajuda do frigorífico num total de R$ 509.337,50 mil.

Seu adversário no pleito e governador eleito, Pedro Taques, do PSDB, não recebeu dinheiro da empresa.

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