Estado fecha trimestre com a maior deflação do país

A inflação da Construção Civil fechou o primeiro trimestre do ano, em Mato Grosso, com a maior variação negativa do país, 0,38%. Além do Estado, apenas outras duas unidades da federação registraram deflação no período, Amapá (-0,14%) e Tocantins (-0,01%).

Os dados fazem parte do Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado e divulgado ontem pelo IBGE. No país, no mesmo período de comparação, a inflação foi positiva, apresentando alta acumulada – de janeiro a março – de 0,71%.

Apesar do recuo dos custos registrados nos três primeiros meses desse ano, Mato Grosso apresentou custo médio de construção por metro quadrado (m²) acima do país. Conforme o Sinapi, março fechou com média de R$ 1.075,05 no Estado ante R$ 1.074,41 no Brasil. Com essa média, Mato Grosso registrou o segundo maior valor do Centro-Oeste, atrás apenas do Distrito Federal, R$ 1.135,66. Mato Grosso do Sul fechou o mês passado com R$ 1.074,77 e Goiás teve o custo regional mais baixo, R$ 1.063,51. A média do Centro-Oeste foi de R$ 1.086,88.

BRASIL – O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em fevereiro fechou em R$ 1.072,87, em março subiu para R$ 1.074,41, sendo R$ 553,35 relativos aos materiais e R$ 521,06 à mão de obra.

A parcela dos materiais registrou variação de 0,49%, apresentando queda pouco significativa em relação a fevereiro (0,54%). Considerando o mês de março do ano anterior, este índice apresentou alta expressiva, 0,43 ponto percentual, tendo em vista a variação de 0,06% de março de 2017. Já o valor da mão de obra apresentou variação negativa, -0,22%, caindo 0,28 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,06%). Comparando com março de 2017 (0,90%), a taxa deste ano mostra decréscimo significativo, 1,12 ponto percentual. Nota-se que em 2017 foram firmados 2 acordos coletivos, em contrapartida a nenhum acordo observado em março deste ano.

O primeiro trimestre do ano fechou com 1,54% (materiais) e -0,12% (mão de obra), sendo que em doze meses ficaram em 3,59% (materiais) e 3,45% (mão de obra).

Com alta na parcela dos materiais em oito estados pelo segundo mês consecutivo, a região Nordeste apresentou a maior variação regional em março, 0,32%. Já as menores taxas ficaram com as regiões Norte e Sul, que apresentaram índices negativos, -0,02% e -0,01%, respectivamente, com alguns estados com queda na parcela dos materiais. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,10% (Sudeste) e 0,17% (Centro-Oeste).

Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 1.068,43 (Norte), R$ 1.002,21 (Nordeste), R$ 1.120,50 (Sudeste), R$ 1.110,57 (Sul) e R$ 1.086,88 (Centro-Oeste). (MP)

 

 

Fonte Diario de Cuiaba

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