Dirigente do PMDB, deputado defende expulsão de Silval Barbosa

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O secretário-geral do PMDB, deputado Silvano Amaral, defendeu que os dirigentes da sigla discutam a possibilidade de expulsão do ex-governador Silval Barbosa, que confessou à Justiça uma série de esquemas de corrupções em sua gestão.

Delator, Silval citou uma série de políticos, inclusive nomes de peso do PMDB, como o presidente regional da sigla, deputado federal Carlos Bezerra, e o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro. Este último foi filmado recebendo dinheiro no Paiaguás, quando ainda era deputado estadual.

“Todo mundo está discutindo isso [expulsão] de forma individual. Há alguns dias falei com algumas pessoas do diretório para discutirmos isso. Eu acho que o diretório tem que discutir o assunto”, afirmou.

Por conta de ser réu confesso, Silval pode atingir, de certa forma, a imagem do partido, segundo Silvano.

“Nessas questões de confissões, que ele disse que era culpado, que desviou dinheiro, que fez acertos, temos que discutir sim. Mas a decisão tem que ser do diretório como um todo”, disse.

“Não podemos ser hipócritas, de certa forma dá uma manchada. Mas o PDMB é uma instituição muito forte. E o partido não fez nada ilegal, não fez acordo, não fez esquema. O partido tem mais de 50 anos de vida. O PMDB não nasceu ontem”, afirmou.

Para Silvano, o assunto pode prosperar caso a militância apoie tratar sobre o assunto. Ele disse que deve levar isso aos membros do PMDB do interior.

“Esses dias fizemos uma reunião e ninguém falou sobre isso com a militância. Mas temos que fazer essa discussão. Vou começar a percorrer o Estado, como sempre faço, e vou discutir esse assunto”, disse.

“Eu não posso falar se apoio ou não sua expulsão. A decisão será do diretório do PMDB”, completou.

Citados

Silval Barbosa entregou à Procuradoria Geral da República uma série de vídeos com imagens de deputados recebendo o chamado “mensalinho” das mãos de seu ex-chefe de gabinete, Sílio Araújo, também delator.

Além disso, confessou dezenas de crimes, principalmente a cobrança de propina, chamada de “retorno”, de empresas que tinham contrato com o Governo em sua gestão.

 

Fonte Douglas Trielli/ midianews

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