Câmara de Nova Ubiratã aponta manobra política e barra CPI requerida por pai de vereador

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Por 6 votos à 3, a Câmara de Vereadores de Nova Ubiratã rejeitou a abertura de CPI  (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra o prefeito em exercício, Valdenir José dos Santos (PSDB).

A votação ocorreu na manhã desta quarta-feira (08) durante sessão extraordinária aberta ao público.

Requerido pelo empresário Dário Gregório Setter, pai do vereador Diogo Hilário Feijó Setter (PSD), o processo foi baseado na ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual (MPE) que apontou supostas irregularidades referentes à comprovação dos serviços prestados pela empresa Lham Publicidade, sediada em Sorriso.

Esta por sua vez contratada mediante processo licitatório, conforme estabelece lei federal que regulamenta a contratação de agências de propaganda e publicidade.

No entendimento da maioria dos parlamentares, a propositura tem cunho político e visa prejudicar o andamento da administração municipal.

“Tem prefeito anterior que não se conformou em ter perdido a eleição e ‘vem por trás’ manipulando. Tirei minhas conclusões conversando com as pessoas na rua (…) a cada dez pessoas uma era a favor e nove contra [abertura de CPI]. Eu acho que não adianta nós começarmos a empatar o desenvolvimento da nossa cidade”, disparou Ney da Madeireira (PPS), único vereador da bancada de oposição a votar contrário ao pedido.

“O vereador tem que ser um fiscal do poder público, da administração e da gestão de cada prefeito. Porém a meu ver essa fiscalização tem sido feita com caráter antigovernista, aliás isso ocorreu na gestão passada e até na gestão do antigo prefeito” completa o vereador da bancada de situação, Nilton Parizotto, se referindo ao colega de parlamento Claudir Antônio Rizzo (PDT).

Já o presidente do Poder Legislativo, Heder Sais Machado, questionou o alto investimento caso a CPI fosse instaurada.

“A Câmara de Vereadores firmou o compromisso de devolver parte de seu recurso para auxiliar na aquisição de duas ambulâncias que serão destinadas a comunidades rurais”, disse.

Especula-se que valor gasto com a contratação de uma assessoria jurídica poderia ser superior a R$ 100 mil.

Para abrir a comissão de inquérito seriam necessários os votos de 2/3 do parlamento, ou seja, 6 vereadores. O regimento interno da casa ainda prevê que que o presidente participe da votação em casos de recebimento de denúncias.

Segundo o prefeito do município, Valdenir José dos Santos, o entendimento da Câmara de Vereadores seguiu o anseio da sociedade.

“A sociedade não quer compactuar com essa antiga politica da perseguição, os moradores querem soluções, o desenvolvimento da nossa cidade e representantes que façam jus aos salários que merecem”, desabafou o gestor que na ocasião estava acompanhado por dezenas de apoiadores políticos.

2º PEDIDO

Durante a solenidade a câmara também reprovou, por 7 votos a 1, a abertura de CPI contra o vereador Claudir Antônio Rizzo acusado de uso ilegal de veículo público. Neste caso o vereador alvo do reqeurimento fica impedido de votar.

Protocolado pelo assessor de comunicação social e imprensa da prefeitura do município, Michel Ferreira de Souza, o requerimento sugeria a perda de mandato do vereador por quebra de decoro parlamentar.

O único voto favorável ao pedido veio da vereadora Elaine Cristina Teixeira (PMB) seguindo parecer do Ministério Público Estadual (MPE) que abriu ação civil pública contra Rizzo.

 

Fonte Rafael Sousa

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