Produção industrial recua 3,5% e Estado amarga pior desempenho do país em maio

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A produção industrial de Mato Grosso em maio registrou uma queda de 3,5% na comparação com o mesmo mês no ano anterior. O número representou a maior baixa no período entre os quatorze locais pesquisados.

No período citado, o Estado acompanhou Pernambuco (-3,2%) e Bahia (-1%), sendo que os três foram os únicos que tiveram queda. A pesquisa é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foi divulgada nesta terça (11).

Quatro dos seis setores pesquisados no período tiveram queda na produção em Mato Grosso. De acordo com o IBGE, o impacto negativo mais importante sobre a média da indústria foi registrado no setor de produtos alimentícios (-4,3%). O mau resultado é reflexo da menor fabricação de carnes de bovinos congeladas, tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja e óleo de soja em bruto.

A publicação ainda cita os recuos vindos dos produtos de madeira (-17,1%), que podem ser explicados pela diminuição na fabricação de madeira serrada, aplainada ou polida. O setor de outros produtos químicos (-7,4%) também teve retração, causada pela piora na confecção de adubos ou fertilizantes com fósforo e potássio (PK) e com nitrogênio.

Além deles, o ramo de coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (-2,2%) também não foi bem no período, o que pode ser explicado pela diminuição na produção de álcool etílico.

Por outro lado, a atividade de produtos minerais não-metálicos (37,0%) apontou uma contribuição positiva relevante sobre o total da indústria, impulsionada, em grande parte, pela maior fabricação de cimentos “Portland”.

Ano

No acumulado deste ano, entre janeiro a maio, Mato Grosso registrou uma queda de 1,4% na comparação com os mesmos cinco meses no ano passado. Nesse caso, a retração também aconteceu em quatro dos seis setores.

De acordo com o IBGE, o setor de produtos alimentícios teve um recuo de 1,6%. O cenário é explicado pela menor fabricação de carnes de bovinos congeladas.

Os demais setores que tiveram queda foram os outros produtos químicos (-11,9%); de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-9,7%) e de bebidas (-3,4%), explicados pela menor fabricação de adubos ou fertilizantes com nitrogênio, fósforo e potássio (NPK); de álcool etílico; e de refrigerantes, cervejas e chope, respectivamente.

Em compensação, a atividade de produtos de madeira teve um crescimento de 7,5%. Nesses cinco meses, a fabricação de madeira serrada, aplainada ou polida teve acréscimos em Mato Grosso.

 

 

Fonte Carlos Palmeira

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