MT vacina quase 100% do rebanho e deve se tornar zona livre da aftosa sem vacina em 2021

Beirando a totalidade do rebanho imunizado, Mato Grosso vacinou 13.957.559 bovinos e bubalinos contra a Febre Aftosa, na etapa que abarca animais de 0 a 24 meses. O número representa 99,76% das cabeças de gado do Estado, que caminha para se tornar zona livre da doença sem vacina até 2021. Os dados foram divulgados pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), na manhã desta segunda-feira (15).

De acordo com o presidente do órgão, Guilherme Nolasco, a baixa inadimplência é resultado de incessantes trabalhos de divulgadação, educação sanitária, fiscalização e apoio de produtores rurais junto a entidades representativas como a Sindicato Rural, Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Fundo Emergencial de Saúde Animal (Fesa).

Ele explica que a campanha se estendeu a todos os 141 municípios do Estado, incluindo as propriedades no baixo Pantanal Mato-Grossense. Neste cenário, os estabelecimentos onde o procedimento não foi realizado têm o comum o porte, já que, na maioria dos casos, são sítios ou assentamentos, onde os proprietários tem menos acesso a informação ou outras dificuldades. “A partir de agora todos esses inadimplentes são visitados e autuados, para fazer a vacina de forma oficial.”

Foram realizadas vacinações oficiais em 3037 propriedades rurais, ocasião em que os animais são vistoriados para a verificação da sanidade. Cáceres, a 240 km da Capital, é o município com o melhor índice, tendo chegado a marca de 99,96% do rebanho imunizado. A baixada cuiabana, por sua vez, detém a última colocação, com 99,58 % de alcance da campanha.

A vigilância veterinária constante confere segurança da ocorrência ou não de doenças infectocontagiosas de interesse para a Defesa Sanitária Animal. O Indea reforça que o último caso de aftosa no Estado foi registrado em 1966 e que o território é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) como livre da febre aftosa com vacinação.

Com relação ao mercado e ao número de abates em 2017, Nolasco lembrou as dificuldades enfrentadas no primeiro semestre, com o escândalo da operação Carne Fraca. A partir de julho, contudo, houve uma retomada de mais de 350 mil cabeças abatidas, média superior ao mesmo período em 2016. A redução do ICMS e a abertura de novas plantas frigoríficas contribuiu para uma melhora no setor.

Desde o último ano as etapas de vacinação contra febre aftosa passaram a ser executadas de forma inversa. Na primeira, que compreendeu o período de 1º a 31 de maio, foi obrigatória a imunização de todos os bovinos e bubalinos, de mamando a caducando, com exceção dos animais do baixo pantanal mato-grossense. A vacinação  começou em novembro e seguiu até o dia 15 de dezembro.

Fonte – OlharDireto

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